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Bolsonaro: médicos cubanos têm situação de quase escravidão

16 nov 2018
10h52
atualizado às 11h48
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O presidente eleito Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira que os médicos cubanos que trabalham no Brasil por meio do programa Mais Médicos são submetidos a situação de quase escravidão, e reiterou que aqueles que pedirem asilo político no Brasil serão atendidos por seu governo.

 Bolsonaro, em evento em Brasília 14/11/2018 REUTERS/Adriano Machado
Bolsonaro, em evento em Brasília 14/11/2018 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"É uma situação de praticamente escravidão que estão sendo submetidos os médicos e as médicas cubanas no Brasil. Imaginou confiscar da senhora 70% do seu salário?", disse Bolsonaro a jornalistas em entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no centro do Rio de Janeiro.

O governo cubano anunciou na quarta-feira que vai retirar todos os médicos do país que participam do Mais Médicos depois que Bolsonaro afirmou que vai modificar os termos da iniciativa e estabeleceu condições ao governo cubano. 

Bolsonaro também afirmou nesta sexta-feira, após se reunir com o comandante da Marinha, Eduardo Bacellar, que o almirante foi convidado para assumir o Ministério da Defesa, mas rejeitou o convite por questões pessoais.

O general da reserva do Exército Fernando Azevedo e Silva foi anunciado na terça-feira como futuro ministro da Defesa.

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