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Bolsonaro diz que Alemanha vai deixar de comprar a Amazônia

País europeu anunciou que, diante do aumento do desmatamento, vai congelar repasses à região no valor de R$ 155 milhões

11 ago 2019
12h03
atualizado às 12h26
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O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo (11) que a Alemanha "vai deixar de comprar à prestação a Amazônia", sobre os investimentos do país europeu no Fundo Amazônia. "Pode fazer bom uso dessa grana, no Brasil não precisa disso", afirmou. Questionado se a situação não seria ruim para a imagem do Brasil, o presidente rebateu: "Grandes países estão interessados na imagem do Brasil ou (em) se apoderar do Brasil?", questionou.

Presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto
01/08/2019
REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto 01/08/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Adriano Machado / Reuters

Em entrevista ao jornal "Tagesspiegel", ministra alemã do Meio Ambiente anunciou que, diante do aumento do desmatamento, vai congelar projetos de proteção florestal na Região Amazônica no valor de R$ 155 milhões. Devido ao forte aumento do desmatamento na Amazônia brasileira, o Ministério alemão do Meio Ambiente decidiu suspender o financiamento de projetos para a proteção da floresta e da biodiversidade, anunciou a ministra responsável pela pasta, Svenja Schulze, em entrevista ao jornal Tagesspiegel neste sábado (10).

"A política do governo brasileiro na Região Amazônica deixa dúvidas se ainda se persegue uma redução consequente das taxas de desmatamento", declarou a ministra ao jornal alemão, apontando que somente quando houver clareza, a cooperação de projetos poderá continuar.

Segundo a reportagem, num primeiro passo, trata-se de projetos no valor de 35 milhões de euros (cerca de 155 milhões de reais), provenientes da iniciativa para proteção climática do Ministério do Meio Ambiente em Berlim. De acordo com o órgão, desde 2008, já foram disponibilizados 95 milhões de euros (por volta de 425 milhões de reais) através dessa iniciativa para projetos de proteção florestal no Brasil.

Com informações do Estadão Conteúdo e da DW

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Fonte: Equipe portal
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