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Política

‘Anistia ampla, geral e irrestrita não existe mais’, diz relator do projeto na Câmara

Paulinho da Força diz que irá buscar diálogo com os deputados e que pretende apresentar um texto que agrade “pelo menos a maioria”

18 set 2025 - 20h07
(atualizado às 20h52)
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Paulinho da Força foi escolhido para ser relator do projeto da anistia na Câmara
Paulinho da Força foi escolhido para ser relator do projeto da anistia na Câmara
Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados

O deputado Paulinho da Força, relator do projeto de anistia na Câmara, afirmou que ainda é cedo para falar sobre como será o texto apresentado, mas que fica cada vez mais claro que “a anistia ampla, geral e irrestrita não existe mais”. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira, 18.

A Câmara aprovou na noite desta quarta a tramitação em urgência do projeto, que deve beneficiar envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. Nesse primeiro dia, Paulinho disse ter se colocado à disposição para conversas e explicou que iniciará oficialmente os diálogos com deputados e com as bancadas dos partidos na próxima semana.

O relator será o responsável por apresentar a nova versão do projeto que será votada no plenário da Câmara. Sua ideia é apresentar algo baseado na opinião da maioria do Congresso – “que possa agradar a todos. E, se não conseguir, que agrade pelo menos a maioria”.

Paulinho foi claro sobre o fato de que a anistia irrestrita – defendida pelo núcleo bolsonarista, como forma de "salvar" o ex-presidente Jair Bolsonaro – não é uma realidade. “Nós não estamos nem mais falando em projeto de anistia, falamos de um projeto que possa pacificar o Brasil", avalia.

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Urgência da anistia aprovada

A urgência para um projeto de anistia foi aprovada na noite de quarta-feira, 17. A proposta recebeu 311 votos favoráveis, 163 contrários e sete abstenções. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reuniu líderes partidários antes da sessão e a votação foi marcada por divergências intensas.

Motta afirmou nas redes sociais após o encontro com lideranças que o "Brasil precisa de pacificação e de um futuro construído em bases de diálogo e respeito". "O país precisa andar. Temos na Casa visões distintas e interesses divergentes sobre os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023. Cabe ao Plenário, soberano, decidir", acrescentou.

A proposta de urgência foi apresentada a partir de um projeto de lei de 2023, de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). A versão proposta beneficia Bolsonaro, os demais condenados pelo Supremo Tribunal Federal e também os envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro. Entretanto, esse texto será alterado pelo relator, que apresentará a nova versão a ser votada.

Paulinho da Força é escolhido como relator do projeto da anistia por Hugo Motta :
Fonte: Portal Terra
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