Adido militar uruguaio no Brasil é afastado por investigação
O adido militar da embaixada do Uruguai em Brasília e outros três oficiais, todos da Marinha uruguaia, foram afastados de suas funções por suposto envolvimento em compras irregulares de material naval, informou nesta terça-feira o ministro da Defesa, Luis Rosadilla.
Segundo a imprensa uruguaia, as compras irregulares tiveram início no ano 2000 e movimentaram até 5 milhões de dólares de material para a Marinha. Entre os materiais supostamente adquiridos (e que ainda não foram encontrados) estão uma grua hidráulica e um sistema para testes de motores.
O ministério da Marinha também investiga se houve malversação de fundos concedidos pelas Nações Unidas para missões de paz, disse Rosadilla. "Isto não é uma acusação ou sanção, mas é uma medida para que o pessoal tenha condições permanentes de responder à investigação administrativa e à Justiça", destacou o ministro da Defesa.
"Ninguém pode fugir de suas responsabilidades (...) e se as suspeitas forem comprovadas haverá consequências graves", garantiu Rosadilla.