STF condena o empresário Sérgio Nahas a 8 anos de prisão pela morte da esposa em 2002
Fernanda Orfali foi morta em seu próprio apartamento após pedir divórcio
A 2ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela condenação do empresário Sérgio Nahas a 8 anos e 2 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de Fernanda Orfali, sua esposa. O crime ocorreu em setembro de 2002, no bairro de Higienopólis, em São Paulo, no apartamento onde o casal morava.
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2ª turma acompanhou, por unanimidade, o voto do relator, o ministro Dias Toffoli, de negar que houvesse violação de direitos constitucionais ou legais que justificasse a revisão da pena estabelecida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
O julgamento do STF estava acontecendo virtualmente desde o dia 9 e chegou ao fim na última segunda-feira, 19, com o voto final de Dias Toffoli. Em 2018, o TJSP condenou o empresário a sete anos de prisão em regime semiaberto por homicídio simples, 16 anos após o crime. A defesa de Nahas entrou com recurso e o caso foi direcionado à Suprema Corte, que decidiu por aumentar o tempo da prisão.
Em dezembro de 2002, Sérgio Nahas matou a esposa, Fernanda Orfali, de 28 anos, após ela pedir divórcio. Segundo a acusação, ela havia descoberto que o empresário usava drogas e a traía com outras mulheres.
Na defesa, Nahas alegou que Fernanda havia se suicidado, mas isto não ficou comprovado. No local, foi encontrada uma arma sem registro e, posteriormente, a investigação constatou que o objeto fora usado para matar Fernanda. Na época do crime, ele ficou preso por apenas 37 dias, acusado de porte ilegal de armas.
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