SC: Polícia tenta extrair dados de celulares para apurar queda de helicóptero que matou Rick
Investigadores também buscam identificar autor de vídeo no qual é possível ouvir um barulho momentos antes do acidente em Urubici
A Polícia Civil de Santa Catarina informou nesta terça-feira, 6, que tenta extrair informações de celulares encontrados durante a investigação da queda do helicóptero que matou o cantor sertanejo Rick, da dupla com Renner, e outras quatro pessoas em Urubici, na Serra Catarinense. Os investigadores também procuram identificar o autor de uma filmagem na qual é possível ouvir um barulho momentos antes do acidente.
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Segundo a corporação, a Delegacia de Urubici foi comunicada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), na segunda-feira, 5, sobre a localização de mais dois celulares danificados. Os aparelhos foram recolhidos para uma tentativa de extração de informações após a quebra do sigilo.
A Polícia Civil também requisitou à Polícia Científica os aparelhos que estavam em posse das vítimas no momento da queda, especialmente uma câmera encontrada entre os objetos recolhidos.
Outra diligência busca identificar quem fez uma gravação a partir de um sítio da região. De acordo com a corporação, no vídeo é possível ouvir um barulho ocorrido momentos antes da queda do helicóptero. A polícia não informou, porém, a natureza do som nem estabeleceu até agora relação entre o ruído e a causa do acidente.
Rick, que tinha nome de batismo Geraldo Antônio de Carvalho, morreu aos 59 anos. O helicóptero Bell 430 em que ele viajava caiu em 21 de setembro durante um voo entre Porto Belo, no litoral catarinense, e São Joaquim, na Serra. Os destroços foram encontrados no dia seguinte, em uma área de difícil acesso no interior de Urubici.
Além do sertanejo, morreram no acidente o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
Duas investigações
A queda é investigada em duas frentes. O Cenipa conduz a apuração técnica, destinada a identificar fatores que possam ter contribuído para o acidente e produzir recomendações para prevenir novas ocorrências. Já a Polícia Civil apura as circunstâncias das mortes e a existência de eventual responsabilidade criminal.
Em 23 de setembro, a Força Aérea Brasileira informou que o Cenipa havia localizado o gravador de voz da cabine, o CVR, popularmente chamado de caixa-preta. O equipamento registra comunicações e sons no interior da cabine e foi encaminhado ao laboratório do órgão, em Brasília, para extração e análise dos dados.
A Polícia Civil ressaltou nesta terça-feira que a investigação tem caráter subsidiário em relação à apuração realizada pelo Cenipa e afirmou que seguirá com as diligências necessárias para esclarecer os fatos.
A corporação destacou ainda que, até o momento, não existem elementos que permitam antecipar conclusões sobre as circunstâncias da queda.
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