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Polícia

Réus do Caso Serrambi são absolvidos em Pernambuco

4 set 2010 - 04h25
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Celso Calheiros
Direto de Pernambuco

Os irmãos Marcelo e Walfrido Lira foram absolvidos, nas primeiras horas da madrugada deste sábado, da tentativa de estupro e duplo homicídio das adolescentes Tarcila Gusmão e Maria Eduarda Dourada. A sentença dos sete jurados colocou um fim aos cinco dias de julgamento daquele que ficou conhecido como o Caso Serrambi. Os réus saíram livres do Fórum de Ipojuca, a 50 Km do Recife, Pernambuco.

O crime contra jovens de classe média alta vem sendo acompanhado de perto desde que as jovens foram consideradas desaparecidas, em maio de 2003, na época com 16 anos. A história começou em um fim de semana na Praia de Serrambi, litoral Sul de Pernambuco. Tarcila e Maria Eduarda saíram para um passeio de lancha, até o Pontal de Maracaípe, e acabaram por se separar do grupo. Não foram mais vistas e, por conseguinte, são consideradas desaparecidas. Depois de dez dias, o pai de Tarsila encontrou os dois corpos abandonados em um canavial no distrito de Camela.

As investigações retomaram os últimos momentos das adolescentes, que ficaram sem ter como retornar à casa de praia depois de perderem a lancha. Elas foram vistas pela última vez pela testemunha Regivânia Maria da Silva. De acordo com seu depoimento, as meninas entraram em uma Kombi, com Marcelo e Walfrido Lira. O trabalho do advogado Jorge Wellington, que defendeu os réus, foi dar ênfase à fragilidade da testemunha e das demais provas apresentadas desde a segunda-feira, dia 30.

Serviu também como argumento de Defesa o trabalho do primeiro promotor do caso, Miguel Sales, que devolveu por três vezes o inquérito à polícia cobrando novas investigações. A seu pedido, a Polícia Federal reiniciou o inquérito e realizou uma nova investigação. Também chegou a mesma conclusão: o indiciamento dos irmãos Lira.

Miguel Sales foi afastado do caso pelo Ministério Público. Seu depoimento chegou a ser considerado pela defesa, mas não foi permitido pela juíza Andréa Calado. A decisão foi comemorada por um pequeno grupo, com pouco menos de 200 pessoas, que ficou até o início da madrugada do sábado esperando a sentença na frente do fórum.

Fonte: Especial para Terra
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