Quem são os alvos da PF em operação contra o Banco Digimais, de Edir Macedo
Nove mandados de busca e apreensão são cumpridos nesta terça-feira; investigação aponta fraudes no sistema financeiro
A Polícia Federal (PF) cumpre nove mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Miragem, em São Paulo, nesta terça-feira, 23. A ação apura fraudes no sistema financeiro ligadas ao Banco Digimais, do bispo evangélico Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
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Segundo a investigação, o Digimais teria manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a verdadeira situação financeira do banco. O objetivo seria criar uma aparência de solvência para burlar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares.
O Estadão revelou os nomes dos investigados. Os alvos dos mandados de busca e apreensão são:
- Marcelo de Lima Brasil, executivo do Banco Digimais;
- João Alves de Campos, executivo do Banco Digimais;
- Rodrigo Ruggero, executivo do Banco Digimais;
- João Luiz Urbaneja, homem de confiança de Edir Macedo e dirigente do Banco Digimais;
- Thiago Rodrigues Urbaneja, filho de João Luiz e dirigente do Banco Digimais;
- José Roberto Giancoli Filho, dono da ID, gestora dos fundos do Digimais;
- Rodrigo Balassiano, dono da ID, gestora dos fundos do Digimais;
- Banco Digimais S.A.;
- ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
Segundo a PF, Edir Macedo não foi alvo de mandados de busca e apreensão porque reside no exterior. No entanto, foi autorizado o bloqueio e sequestro de bens do bispo evangélico, assim como dos outros alvos.
O valor bloqueado foi de mais de R$ 670 milhões. Além disso, a Justiça também autorizou a quebra do sigilo fiscal de 18 alvos da operação.
Segundo a PF, os investigados podem responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas.
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