Quem é o executivo da Fast Shop preso por suspeita de corrupção em operação do MP
Mario Otávio Gomes trabalha na rede há mais de 30 anos e foi alvo do Ministério Público
Mario Otávio Gomes, diretor estatutário da Fast Shop, foi preso em operação do Ministério Público de São Paulo que investiga esquema de corrupção fiscal envolvendo auditores e empresas do varejo.
O diretor estatutário da Fast Shop, Mario Otávio Gomes, atua na rede de lojas há mais de 30 anos, e está desde 2014 no cargo. Ele foi preso nesta terça-feira, 12, alvo de uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que apura corrupção.
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Segundo o perfil de Mario na rede social LinkedIn, ele começou na área de tecnologia, e chegou a ser diretor antes de ser promovido a diretor estatutário na Fast Shop. Segundo a lei, o diretor estatutário pode ser responsabilizado por prejuízos causados por má-gestão ou dolo.
A operação do MP-SP visa desmantelar um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda, que teriam recebido mais de R$ 1 bilhão em propinas para favorecer empresas do setor de varejo. O dono da rede de farmácias Ultrafarma, Sidney Oliveira, também foi preso na mesma operação.
A Fast Shop foi fundada em 1986 por Milton e Marie Kakumoto, e faturou R$ 3,6 bilhões em 2023, segundo os dados mais recentes divulgados. A empresa começou na zona norte de São Paulo, como uma concessionária e fabricante de motos Yamaha. Em 1991, a empresa passou a integrar consórcios, antes de entrar para o mercado de venda de eletrônicos.
A primeira loja foi inaugurada em 1996, no Shopping Ibirapuera. Atualmente, são mais de 100 lojas que vendem lançamentos de eletrônicos de diversas marcas. O grupo também é dono da loja de produtos da Apple A2YOU, e é sócio da startup Zissou – marca de colchões e outros produtos relacionados – desde 2019.
Em 2020, Rafael Kakumoto, presidente da Fast Shop e filho dos fundadores, afimrou que a rede era bastante assediada por investidores e interessados em sociedade para a expansão, segundo entrevista ao Estadão.
No entanto, os controladores nunca levaram esse plano adiante. Na época, a Fast Shop inaugurava uma loja projetada pelo arquiteto japonês Kengo Kuma, o mesmo que projetou a Japan House, na Avenida Paulista.
O Terra entrou em contato com a Fast Shop, que informou por meio de nota que ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação, e está colaborando com o fornecimento de informações às autoridades competentes.
*Com informações do Estadão.