Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Polícia

Publicidade

Professora agredida pelo ex morre após dez dias internada no Recife

Mulher de 51 anos foi encontrada desacordada pelos filhos dentro de casa; suspeito está preso preventivamente no Cotel.

30 out 2026 - 10h34
(atualizado às 11h19)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Uma professora de 51 anos morreu no Recife após dez dias internada por agressões físicas e sexuais cometidas pelo ex-companheiro, Elias Batista da Silva, de 44 anos. A vítima fora achada desacordada e ferida pelos filhos em 19 de outubro, após faltar ao trabalho. O suspeito, que tinha histórico de violência na relação, foi preso preventivamente. Com o óbito confirmado pelo Hospital da Restauração, a investigação policial deve mudar de tentativa para feminicídio consumado.

Uma professora de 51 anos morreu na noite da quinta-feira, 29 de outubro, após permanecer dez dias internada no Hospital da Restauração, no bairro do Derby, na área central do Recife. Ela havia sido encontrada desacordada pelos filhos, com diversos ferimentos, dentro da própria casa, em 19 de outubro.

Professora é encontrada desacordada após agressões e violência sexual do ex-companheiro em Jaboatão
Professora é encontrada desacordada após agressões e violência sexual do ex-companheiro em Jaboatão
Foto: Reprodução / Portal de Prefeitura

O crime aconteceu na comunidade de Porta Larga, no limite entre Jaboatão dos Guararapes e o Recife. O ex-companheiro da vítima, Elias Batista da Silva, de 44 anos, foi preso em flagrante e autuado por tentativa de feminicídio.

A prisão foi convertida em preventiva em 21 de outubro. Ele foi encaminhado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana.

A identidade da professora será preservada em respeito ao pedido da família.

Morte foi registrada como decorrente de violência

Um documento do Hospital da Restauração registra o óbito às 18h45 de quinta-feira e descreve a circunstância da morte como "homicídio decorrente de agressões físicas e sexuais".

A professora deu entrada na unidade em 19 de outubro, às 17h42. Entre as lesões registradas estavam hematomas e escoriações no rosto e nos membros, além de ferimentos na cabeça e uma hemorragia no cerebelo.

Segundo o filho, ela apresentou insuficiência respiratória durante a internação e precisou ser entubada em 22 de outubro. Antes de morrer, sofreu uma parada cardíaca e não respondeu às tentativas de reanimação.

O advogado da vítima, Erasmo Pereira, afirmou que o caso havia sido inicialmente tratado como lesão corporal e, posteriormente, como tentativa de feminicídio. Para ele, com a morte da professora, a apuração passa a envolver feminicídio consumado.

Filhos foram à casa após aviso da escola

A família relatou que a professora deixou de responder às mensagens em 15 de outubro. Quatro dias depois, a escola onde ela trabalhava entrou em contato com uma das filhas para informar que a profissional não havia comparecido ao serviço.

Os filhos foram até a residência, precisaram arrombar a entrada e encontraram a mãe caída no chão, desacordada. No imóvel, havia manchas de sangue e o box do banheiro estava quebrado.

Conforme os familiares, a professora e o suspeito mantiveram um relacionamento desde 2023, marcado por separações e reconciliações. Os dois estavam separados na época do crime.

O filho também relatou episódios anteriores de violência e conflitos relacionados à convivência com o homem. Segundo ele, a irmã deixou a residência após presenciar a mãe sendo submetida a um golpe conhecido como "mata-leão".

Como buscar ajuda

Mulheres em situação de violência podem procurar a Central de Atendimento à Mulher pelo 180, com funcionamento 24 horas. Quando a agressão estiver acontecendo ou houver necessidade de intervenção imediata, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

No Recife, o Centro de Referência Clarice Lispector oferece atendimento 24 horas na Rua Doutor Silva Ferreira, 122, em Santo Amaro. O município também mantém um plantão de acolhimento pelo WhatsApp (81) 99488-6138.

Portal de Prefeitura
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra