Preso suspeito de ordenar queima de ônibus em ataque no Rio
Procurado pela polícia e apontado como um dos bandidos mais perigosos do Rio de Janeiro, Marcelo Ricardo Pereira, 36 anos, o Marcelo Boto, foi preso em flagrante por policiais do 4º Batalhão da PM (São Cristóvão), no fim da noite de quinta-feira, na rua Marechal Jardim, em um dos acessos ao Morro do Tuiuti, em São Cristóvão, na zona norte do Rio. Procurado há três anos, Marcelo Boto é acusado, entre outros, de ter ordenado a queima de um ônibus da Viação Itapemirim, durante um ataque da facção criminosa Comando Vermelho, em dezembro de 2006.
O incêndio provocou a morte de sete pessoas e deixou outras 20 feridas. Entre os feridos está a modelo capixaba Maria Beatriz Furtado de Araújo, que teve 35% do seu corpo queimado, sendo as partes mais afetadas as mãos, o braço direito, as costas, o pescoço e o rosto.
De acordo com dados da polícia, Marcelo Boto teria ligações com traficantes do Tuiti, Mangueira e Triagem. Ele é acusado de conduzir os pontos de vendas de drogas com violência, além de roubar carros e comandar "bondes".
A prisão de Marcelo Boto ocorreu durante um patrulhamento de rotina. Segundo os policiais, o traficante foi abordado quando passava em um carro roubado no dia 12 de Fevereiro, na Tijuca. O suspeito não resistiu à prisão.
Com ele foi apreendida uma pistola Glock calibre 40, com cinco munições. A Secretaria de Segurança havia estipulado uma recompensa de R$ 1 mil pela prisão de Marcelo Boto, que chefiaria o tráfico no morro do Tuiuti.
Além de acumular seis passagens pela polícia por tráfico, associação ao tráfico e receptação, Marcelo tinha contra ele um mandado de prisão pendente por tráfico de drogas, expedido pela 14ª Vara Criminal em 2007. De acordo com o delegado adjunto da 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca) Bruno Gilaberte, o suspeito foi autuado por porte ilegal de arma e receptação.