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Prefeitura de SP fecha boate onde estava jovem que foi morto após briga

Casa noturna foi fechada por desrespeitar lei que trata sobre o horário de funcionamento de bares na cidade

28 nov 2013
19h50
atualizado às 19h56
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A prefeitura de São Paulo fechou administrativamente, na quarta-feira, a boate Vitrini Show, na zona leste de São Paulo, por desrespeitar a Lei 12.879, que trata sobre o horário de funcionamento de bares na cidade. A casa noturna foi o local onde esteve Ewerton Leandro de Castro Nogueira, 25 anos, antes de ser encontrado morto na madrugada do último domingo, após se envolver em uma briga no local. 

Em nota, a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informou que a boate foi multada e fechada ontem, “inclusive com reforço policial  e abertura de Boletim de Ocorrência” após diversas vistorias do Programa de Silêncio Urbano (Psiu). Ainda de acordo com a secretaria, “caso o estabelecimento não respeite a medida, a próxima ação realizada pelo Psiu será o emparedamento, fechamento, do local”. 

O Terra tentou, mas não conseguiu localizar nenhum representante da casa noturna para comentar a decisão da prefeitura de São Paulo. 

Jovem foi morto após briga na boate
Ewerton estava com na casa noturna, localizada na avenida Antônio Estêvão de Carvalho. O jovem se envolveu em uma discussão com outro grupo de rapazes, foi levado por seguranças e depois foi encontrado morto em uma vala em frente ao estabelecimento.

Segundo a Polícia Civil, a confusão começou quando cerca de 15 jovens que estavam em um camarote começaram a jogar cubos de gelo na pista. Ewerton e dois de seus amigos foram atingidos, e o vendedor discutiu com os rapazes. Em seguida, ele foi retirado à força pelos seguranças da boate.

Os amigos de Ewerton disseram terem visto os seguranças entrando com o vendedor em uma pequena sala dentro do bar. Duas das testemunhas foram embora sem saber o que havia acontecido com o vendedor, mas um dos rapazes deixou a boate mais tarde - por volta das 5h - e, ao sair, viu o amigo caído em uma vala, desacordado.

Em 16 de maio deste ano, outras duas mortes aconteceram próximo à boate Vitrini. Dois clientes foram baleados na porta da casa noturna e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.

“Quero que eles se pronunciem na polícia com todos os que trabalharam na noite em que meu filho foi morto. Aquilo é um antro”, desabafou o pai de Ewerton, Ogival Nogueira.

O advogado contratado pela família da vítima, Ademar Gomes, entende que houve crime doloso com várias qualificadoras e deverá requerer a prisão preventiva dos envolvidos. A polícia já está com equipes na rua em busca de pistas.

A direção da boate Vitrini Show nega estar envolvida com a morte de Ewerton e diz que os seguranças da casa não agrediram o jovem. 

Fonte: Terra
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