Policial acusado de feminicídio é expulso da PM de Pernambuco
O policial Leonardo Vieira Gomes, investigado pela morte da comerciante Amanda Carolina Pacheco Pereira, de 34 anos, foi expulso da PM de Pernambuco.
A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) excluiu dos seus quadros o policial Leonardo Vieira Gomes, investigado pela morte da comerciante Amanda Carolina Pacheco Pereira, de 34 anos.
A decisão foi oficializada após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que apontou graves violações aos deveres e princípios da carreira militar.
A punição, considerada a mais severa aplicada pela corporação, foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira, 9 de junho. Com a medida, o ex-terceiro-sargento deixa de integrar a Polícia Militar por ter praticado condutas consideradas incompatíveis com a função policial.
De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), as investigações administrativas concluíram que Leonardo Vieira Gomes foi o autor do disparo que matou Amanda Carolina. O procedimento também apontou que, após o crime, o então policial deixou o local sem prestar socorro à vítima.
Segundo a apuração, o militar ainda teria tentado alterar a cena para dificultar as investigações. Entre os elementos analisados pelo PAD está a acusação de que ele colocou a própria arma na mão da comerciante com a intenção de criar a falsa impressão de que ela teria tirado a própria vida.
Para a comissão responsável pelo processo disciplinar, a atuação do policial contrariou princípios éticos da corporação, o compromisso de preservação da vida e dispositivos previstos no Estatuto dos Militares de Pernambuco, justificando a exclusão a bem da disciplina.
O caso aconteceu na madrugada de 12 de abril de 2025, em uma residência localizada no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, onde Amanda estava. Após o episódio, Leonardo Vieira Gomes deixou o imóvel e, posteriormente, apresentou-se às autoridades policiais.
Na ocasião, ele chegou a ser preso em flagrante, mas acabou sendo colocado em liberdade após passar por audiência de custódia.
Além das consequências administrativas, o ex-policial também responde na esfera criminal. O Ministério Público o acusa pelos crimes de feminicídio e fraude processual, e o processo continua em tramitação na Justiça pernambucana.
Até o momento, não há data definida para o julgamento do caso. A defesa do investigado poderá apresentar os argumentos durante o andamento da ação penal, enquanto a Justiça analisa as provas reunidas ao longo das investigações.
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