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Polícia pede prisão de motorista de Porsche que matou idosa

O mesmo motorista foi condenado em maio por um atropelamento que matou um motoboy em 2014

26 jul 2019
19h36
atualizado às 19h49
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SÃO PAULO - A Polícia Civil pediu a prisão temporária do motorista Fabio Alonso de Carvalho suspeito de atropelar e matar a idosa Audenilce Bernardina dos Santos, de 65 anos, na manhã desta sexta-feira, 26, na Rua Augusta, região central de São Paulo. O homem não teria prestado socorro no local.

O veículo envolvido no acidente, um modelo Porsche Panamera, foi localizado e apreendido para realização de exames periciais, segundo informou em nota a Secretaria da Segurança Pública do Estado. A polícia ainda realiza buscas para localizar o suspeito. A Justiça deverá analisar o pedido de prisão apresentado pela autoridade policial.

Atropelamento aconteceu no cruzamento da Rua Augusta com a Alameda Franca
Atropelamento aconteceu no cruzamento da Rua Augusta com a Alameda Franca
Foto: Google

O mesmo motorista se envolveu, enquanto dirigia um veículo Ford Mustang, em 2014, num acidente em que atropelou e matou um motoboy no Itaim Bibi. A secretaria disse que não comenta informações relativas a antecedentes criminais de suspeitos.

O sistema de processos do Tribunal de Justiça do Estado mostra que Carvalho foi julgado e condenado, no dia 10 de maio deste ano, à pena de dois anos e oito meses de detenção em regime semiaberto. A punição incluía ainda a proibição de se obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo pelo mesmo prazo.

Os dados do processo mostram que o primeiro atropelamento aconteceu às 6h15 do dia 8 de agosto de 2014 na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek. Ele foi denunciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e a vítima foi Aroldo Pereira de Oliveira. Naquela oportunidade, o acusado deixou o local sem prestar socorro.

A acusação mostrava que Carvalho havia avançado o sinal vermelho quando colidiu com a motocicleta de Oliveira. O Ministério Público defendeu que o acidente aconteceu por imprudência do acusado. A pena foi convertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de multa no valor de 20 salários mínimos. Ele recorre em liberdade dessa condenação.

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Estadão
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