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Polícia

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Operação IARA: Ilha do Bananal era usada como rota do tráfico de armas e drogas no Recife

Operação IARA aponta Ilha do Bananal, na Iputinga, como base logística do tráfico de armas e drogas. PM segue com buscas na região.

26 mai 2026 - 17h02
(atualizado às 17h07)
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A Ilha do Bananal, localizada no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife, passou a ser alvo de uma grande operação das forças de segurança após investigações apontarem que a área vinha sendo utilizada por organizações criminosas para o tráfico de armas e drogas.

Foto: Fotos: Reprodução e Polícia Militar/Divulgação/Montagem/Portal de Prefeitura / Portal de Prefeitura

A informação foi confirmada pela Polícia Militar de Pernambuco durante a Operação IARA, que mobiliza dezenas de agentes em uma extensa área de mata fechada considerada estratégica pelo crime organizado. Segundo a corporação, o local teria funcionado nos últimos meses como uma espécie de centro logístico clandestino para armazenamento e circulação de materiais ilícitos.

A operação entrou no terceiro dia consecutivo de atividades com ações concentradas em uma área de aproximadamente 32 hectares, equivalente a cerca de 44 campos de futebol. O trabalho envolve equipes especializadas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), além de apoio aéreo do Grupamento Tático Aéreo (GTA).

Região de difícil acesso chamou atenção da inteligência policial

De acordo com a Polícia Militar, a Ilha do Bananal possui características que favorecem a atuação criminosa. O acesso restrito, realizado praticamente apenas por embarcações, somado à vegetação densa de Mata Atlântica, teria dificultado ações de fiscalização e monitoramento nos últimos anos.

As investigações apontam que criminosos utilizavam a área para esconder armas, drogas e outros materiais ilegais em pontos de mata fechada. Em imagens divulgadas pela corporação, policiais aparecem realizando escavações e encontrando recipientes enterrados contendo pacotes embalados em plástico filme, que foram apreendidos durante as buscas.

A operação foi planejada ao longo de meses a partir de levantamentos do setor de inteligência da Secretaria de Defesa Social (SDS), com participação integrada da Polícia Militar, Polícia Civil de Pernambuco, Corpo de Bombeiros Militar e apoio da Polícia Federal.

Cerca de 90 policiais participam das ações

A ofensiva mobiliza aproximadamente 90 policiais militares especializados, incluindo equipes da Radiopatrulha, CIPMotos, CIPCães e do 13º Batalhão da Polícia Militar. As forças de segurança também reforçaram o policiamento nas comunidades próximas, incluindo a região do Detran e áreas vizinhas.

Paralelamente, equipes do 11º BPM e do 12º BPM realizam abordagens e patrulhamento nas vias próximas à ilha, com consultas de dados e monitoramento de suspeitos.

Segundo nota divulgada pela Polícia Militar, a operação segue sem registros de confrontos armados ou feridos até o momento. As autoridades afirmam que o objetivo principal é desarticular estruturas criminosas e ampliar a sensação de segurança para moradores da região.

Operação continua sem balanço oficial de prisões

Apesar das apreensões já realizadas durante as buscas, a Secretaria de Defesa Social ainda não divulgou um balanço oficial sobre possíveis prisões ou quantidade total de materiais recolhidos.

As diligências continuam em andamento e novas etapas da Operação IARA não estão descartadas. A expectativa das forças de segurança é ampliar o mapeamento das rotas utilizadas por criminosos e identificar possíveis integrantes dos grupos envolvidos na movimentação ilegal dentro da Ilha do Bananal.

Nos bastidores da segurança pública, a operação é considerada uma das maiores ações recentes em áreas de mata urbana da capital pernambucana, especialmente pelo nível de complexidade logística exigido para atuação das equipes em território de difícil acesso.

Portal de Prefeitura
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