Médica acusada de participar de decapitações é solta em MG
A médica Gabriela Ferreira da Costa, suspeita de participar de dois homicídios qualificados, em Belo Horizonte (MG), foi solta na madrugada de domingo, informaram o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e a Secretaria de Defesa Social nesta segunda-feira. Ela conseguiu um habeas-corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), na sexta-feira.
Ela é uma das oito pessoas acusadas de integrar uma quadrilha que teria praticado extorsões e assassinatos de dois empresários, que tiveram os corpos decapitados. Outras cinco pessoas foram presas em abril. A médica estava na penitenciária Bicas II, em São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de Belo Horizonte. No final de maio, um dos detidos, o advogado Luis Astolfo Sales Bueno, conseguiu liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi solto.
Os empresários Rayder dos Santos Rodrigues, 38 anos, e Fabiano Ferreira Moura, 36 anos, foram executados e esquartejados em um apartamento do Bairro Sion, localizado na região centro-sul da capital mineira, no início de abril. Oito pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por sequestro, extorsão e homicídio.
O Ministério Público Estadual informou hoje que os oito suspeitos foram denunciados pelas mortes. A assessoria do MP não forneceu detalhes da denúncia porque o documento já foi entregue ao juiz do II Tribunal do Júri de Belo Horizonte. O magistrado deve se manifestar sobre o caso nos próximos dias, segundo o MP.
Os crimes
De acordo com a polícia, dois integrantes do bando afirmaram que o chefe do grupo, Frederico Costa Flores de Carvalho, sabia que as vítimas estariam envolvidas em esquemas de estelionato e lavagem de dinheiro para camuflar atividades de contrabando. Eles teriam várias contas bancárias, abertas com documentos falsos, nas quais eram movimentadas grandes quantias de dinheiro.
Para extorquir os empresários, o chefe do bando teria planejado o sequestro dos dois. Segundo a polícia, ele planejavam ainda outro sequestro, de uma pessoa identificada apenas como Marcinho, que seria o verdadeiro dono do dinheiro movimentado nas contas.
Rayder foi capturado no dia 7 de abril e morto após dois dias. A segunda vítima, Fabiano, foi sequestrado e morto no dia 9. Para dificultar a identificação das vítimas, os dois foram decapitados e tiveram as extremidades dos dedos cortadas. Os corpos foram colocados em lonas plásticas e incendiados na localidade de Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte.