Jovem morta com 46 facadas: advogado revela detalhes do ataque em academia
Thaissa Gabriely, de 21 anos, trabalhava na divulgação do local, em Londrina, e já havia demonstrado medo do homem
A defesa do suspeito de assassinar a jovem Thaissa Gabriely Marques, de 21 anos, com 46 facadas em uma academia em Londrina, no Paraná, apresentou um laudo de espectro autista e solicitou uma perícia. A informação foi confimada pelo advogado Mauro Martins, que representa a família da vítima.
Segundo o advogado, a defesa também pediu a instauração de um incidente de insanidade mental, medida utilizada para avaliar a capacidade de uma pessoa de compreender o caráter ilícito de seus atos e de se determinar de acordo com esse entendimento.
"A gente acabou de impugnar um pedido que a defesa dele fez, pedindo a instauração de incidente de insanidade mental. A gente está rebatendo isso até porque não faz sentido nenhum este pedido, ele não tem nenhum indicativo de que ele tenha qualquer inimputabilidade", explicou o advogado.
"Acredito que não vai ter o deferimento até porque o ato que ele cometeu não demonstra nenhuma incapacidade de entender o característico", completou.
Segundo Mauro, o assassino esteve várias vezes na academia antes de cometer o crime, alegando que queria conhecer o espaço, que ainda não tinha sido inaugurado e ele também havia enviado o currículo para trabalhar no local.
Estudante de Nutrição, Thaissa trabalhava na divulgação da academia e chegou a desabafar com um amigo por áudio que estava estranhando o comportamento do assassino e as idas dele frequentes ao local.
"A Thaissa panfletava, ela atendia, passava preço dos pacotes e ela mostrava toda a instalação da academia para os clientes interessados. Esse rapaz mandou currículo querendo trabalhar lá e foi diversas vezes lá", disse. No dia do crime, ele pediu para conhecer novamente o espaço.
"Ela foi mostrar e quando chegou no vestiário, na parte superior, foi onde que ele, munido de uma corda, tentou amarrá-la, não conseguiu, e aí com a faca ele começou a golpear ela. Foi golpeando, ela tentando escapar e vindo a ser morta na garagem, no subsolo, onde ela foi atingida por 46 golpes de faca, que a causa-morte deu hemorragia aguda por conta das lesões da cervical", detalhou.
Após ser preso, o suspeito admitu que queria estuprar a vítima. "Fora isso, a garagem ficava aberta, aí ele, pra tentar ocultar o corpo dela, foi, fechou a garagem, escondeu a faca no forro do gesso, aí fora ele inventou uma história que tinha sofrido uma tentativa de assalto", concluiu o advogado.
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