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Polícia

Ex-PMs presos saqueavam bares e caça-niqueis no Rio

7 ago 2009 - 03h36
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Três ex-policiais militares excluídos da corporação foram presos em Botafogo, na noite de quarta-feira, depois de assaltar três bares e arrombar caça-níqueis para levar o dinheiro. Alguns clientes também tiveram seus pertences roubados. Os ex-PMs escolhiam estabelecimentos que possuíam máquinas de jogo, que são ilegais, aproveitando que donos não registravam os ataques na delegacia.

Carlos Alberto Silva Laranjeiras, 46 anos, Luís Augusto Lima Dias, 49, e Hércules da Conceição Silva, 48 anos, foram surpreendidos por policiais do 2º BPM (Botafogo), que faziam patrulhamento no bairro, logo depois de arrombar as máquinas de um bar da Rua São Clemente. Os três estavam com um alicate, uma carteira falsa da PM e R$ 529.

O grupo teria atacado três bares na São Clemente e na Rua Mena Barreto. "Eles chegaram falando: 'Polícia, polícia!!!' e mandando todo mundo encostar no balcão. Um recolheu o que podia, enquanto o outro abria o caça-níquel para tirar o dinheiro", contou um dos clientes assaltados.

Depois da prisão em flagrante, agentes da 13ª DP (Ipanema) estiveram no local para acompanhar a perícia e descobriram um minibingo nos fundos do bar, em ambiente climatizado, com oito máquinas caça-níqueis e poltronas para receber os clientes.

Segundo o delegado Gilson Perdigão, da 13ª DP, que funcionava como central de flagrantes, o proprietário do bar será indiciado por contravenção penal. As máquinas foram apreendidas. Já os ex-PMs foram autuados por extorsão qualificada, com pena de 4 a 10 anos de prisão. "Eles foram reconhecidos por outros comerciantes. Um deles contou que foi alvo do bando por duas vezes, em menos de 20 dias", contou o delegado.

Roubo, extorsão e sequestro

Excluídos quando eram soldados, os presos têm passagens pela polícia por roubo, extorsão e até por sequestro. A PM informou que eles foram expulsos por quebra de decoro, mas não informou a infração.

Carlos Alberto, em nome de quem estava a carteira falsa, era do 5º BPM (Praça da Harmonia), quando foi expulso, em 1994, após nove anos na PM. Luiz Augusto tinha dez anos de corporação e saiu em 92. Hércules ficou sete anos na PM, de onde foi excluído em 88.

Fonte: Terra
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