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Polícia

'Disparou e foi embora de forma tranquila', diz testemunha sobre empresário suspeito de matar gari

René da Silva Nogueira Junior disse que passeou com os cachorros antes de ser preso em academia na última segunda-feira, 11

14 ago 2025 - 11h12
(atualizado em 14/8/2025 às 11h04)
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Resumo
O empresário René da Silva Nogueira Junior foi preso em Belo Horizonte suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes após uma discussão no trânsito; testemunhas relataram que ele agiu friamente e deixou o local de forma tranquila.
‘Cristão, esposo, pai e patriota’: quem é o empresário preso por morte de gari em Belo Horizonte:

O empresário Renê da Silva Nogueira Junior, preso preventivamente pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, teria agido friamente no momento do crime, segundo relatos feitos à Polícia Civil de Minas Gerais. Uma testemunha disse que René deixou o local "caminhando de forma tranquila", enquanto o próprio depoimento do empresário, que nega o crime, dá a entender que ele seguiu a rotina daquele dia mesmo após o ocorrido. 

René foi preso na segunda-feira, 11, em Belo Horizonte, suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos. O crime teria acontecido durante o expediente da vítima, após uma discussão no trânsito. Horas depois, ele foi localizado em uma academia e detido pela polícia.

René
René
Foto: Reprodução/Redes Sociais

"Eles [coletores de lixo] pediram paciência para o autor, porque era uma rua estreita, tinha carro estacionado dos dois lados da via, e o autor não quis esperar. Começou a esbravejar, a motorista manobrou o caminhão, eles pediram para ele passar, ele passou, e todos foram uníssonos em afirmar que ele estava muito alterado", iniciou o delegado Matheus Moraes Barros, em coletiva à impresa na terça-feira, 12. 

Justiça decreta prisão preventiva de empresário suspeito de matar gari em Belo Horizonte:

"A hora que ele passou o caminhão, ele freou o carro bruscamente, voltou, deu um golpe na arma, o carregador caiu, ele reinseriu o carregador, apontou pra vítima, disparou, e foi embora caminhando de forma tranquila", complementou.

Ainda segundo a polícia, Renê negou a ocorrência de qualquer intempérie no seu dia, dando informações detalhadas sobre o seu itinerário daquele dia, inclusive com horários quebrados. Em depoimento, ele disse que saiu de casa por volta das 08h07 para ir à empresa, em Betim (MG), voltou para a casa no horário de almoço, trocou de roupa e saiu para passear com os cachorros. Depois, deixou os cachorros em casa e foi para a academia, onde foi abordado pela polícia e preso em flagrante.

Apesar de Renê não ter confessado, a Polícia Civil acredita que os levantamentos da Polícia Militar dão indícios suficientes para a prisão do empresário. O depoimento de testemunhas que descreveram fisicamente René e o cruzamento de informações da placa do veículo de luxo usado por ele são "elementos fortes" que indicam a autoria do crime até o momento.

O Terra entrou em contato com o escritório de advocacia que defende Renê, que informou não estar prestando declarações à imprensa sobre o caso por enquanto.

Fonte: Redação Terra
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