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Defesa pede reconstituição de atropelamento de ciclistas no RS

2 dez 2011
18h34
Fernando Diniz
Direto de Porto Alegre

A defesa do funcionário do Banco Central Ricardo Neis, que assumiu ter atropelado um grupo de ciclistas em Porto Alegre, vai recorrer ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul para realização de uma reconstituição do crime. O pedido do advogado Marco Alfredo Mejia foi negado na manhã desta sexta-feira em primeira instância, em audiência na 1ª Vara do Júri.

O motorista do veículo, Ricardo Neis, 47 anos, assumiu ter atropelado o grupo de ciclistas
O motorista do veículo, Ricardo Neis, 47 anos, assumiu ter atropelado o grupo de ciclistas
Foto: Tárlis Schneider/Agência Freelancer / Especial para Terra

Em fevereiro deste ano, Neis acelerou contra um grupo de ciclistas que promovia uma manifestação na rua José do Patrocínio, no bairro Cidade Baixa. A maioria escapou do atropelamento, mas 10 ficaram feridos, sendo oito com lesões, que foram encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro. O vídeo do atropelamento ganhou repercussão mundial e foi o estopim de dezenas de protestos de ciclistas em todo o País.

Mesmo com a gravação das imagens, a defesa do acusado acredita que não há provas periciais suficientes no processo. "Uma vez que não tem mapa, não tem croqui, foram pedidas novas provas periciais. A reconstituição seria importante porque ia mostrar a trajetória do carro antes da filmagem", disse o advogado Marco Alfredo Mejia.

A estratégia da defesa é provar que Neis avançou sobre os ciclistas para fugir de ameaças do grupo de ciclistas. "Ele foi cerceado. Todo mundo sabe que aquele é um movimento agressivo", disse Mejia.

A ideia do defensor é que Ricardo Neis vá ao local do crime para apontar os três locais onde, segundo ele, foi ameaçado. O Ministério Público, em tese, também poderia solicitar a presença de testemunhas de acusação para produzir novas provas.

Além da reconstituição, o advogado pede a realização de uma perícia nas imagens gravadas e que o site de compartilhamento de vídeos YouTube dê detalhes sobre o horário em que as cenas foram postadas. "Estamos pedindo a perícia da filmagem. Ela existe completa e só nos foi mostrado um pedaço. Queremos que o YouTube nos mande a informação do horário em que foi enviada essa filmagem", disse.

Fonte: Terra

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