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Polícia

'Comete um crime desse porte e vai treinar', diz juiz em audiência de custódia de empresário que matou gari

Renê da Silva Nogueira Junior está preso preventivamente pelo crime

14 ago 2025 - 18h23
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Resumo
Renê da Silva Nogueira Júnior, empresário preso preventivamente por homicídio de um gari em Belo Horizonte, é acusado de agir por motivo fútil em briga de trânsito, evidenciando periculosidade e desrespeito à vida, segundo decisão judicial.
Veja a reação de empresário que matou um gari ao saber que continuará preso:

Durante a audiência de custódia de Renê da Silva Nogueira Júnior, o juiz Leonardo Vieira da Rocha Damasceno, da Central de Audiência de Custódia (Ceac) de Belo Horizonte, questionou a atitude do empresário, após ter matado a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes. "Chama atenção porque parece que ele foi, ao que tudo indica, preso em uma academia. Quer dizer, comete um crime desse porte e vai treinar em uma academia", disse. 

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais converteu a prisão em flagrante para preventiva na quarta-feira, 13, ao considerar que há diversos elementos que fundamentam a prisão de Renê. O juiz considerou a personalidade do empresário "violenta" e "desequilibrada". Renê foi preso na última segunda-feira, 10, horas depois de ter cometido o crime.

Apesar de ser réu primário, o magistrado considerou que o homem cometeu o crime por "motivo fútil". "A gravidade concreta dos fatos é de que é um delito de homicídio duplamente qualificado por motivação fútil. Uma briga fútil de trânsito. Ele querendo ultrapassar o veículo coletor de lixo, onde os garis estavam trabalhando. A vítima trabalhando completamente indefesa e sofre um tiro na altura do abdômen e morreu no local dos fatos, por hemorragia interna", afirmou. 

Os colegas de trabalho da vítima foram ouvidos pela polícia e relataram que o autor do crime se irritou com a retenção do trânsito e passou a ameaçá-los.

'Comete um crime e vai treinar na academia', diz juiz ao manter prisão de empresário acusado de matar gari:

Eles contaram, ainda, que, ao sacar a arma, o empresário deixou o carregador cair, recolocou-o, manejou a arma e, em seguida, atirou na direção da vítima. Durante a audiência de custódia, o juiz afirmou que o empresário tomou uma "decisão consciente e voluntária". 

"Chama atenção o fato de que mesmo após ter um contratempo por ter deixado o carregador cair, o autuado se abaixou para pegá-lo, o reinseriu na arma e a manejou novamente, o que demonstra que não foi um ato de impulso momentâneo, mas uma decisão consciente e voluntária de usar a violência, com a finalidade de ceifar a vida alheia", ressaltou.

De acordo com as testemunhas, não houve discussão e os colegas de trabalho da vítima estavam apenas tentando auxiliar Renê a passar com seu veículo.

Empresário preso por morte de gari em BH já era réu por violência doméstica em SP:

"O crime foi cometido em plena luz do dia, por motivo fútil, uma aparente irritação decorrente de uma breve interrupção no trânsito causada por um caminhão de coleta de lixo. A desproporcionalidade e a frieza da ação, na qual o autuado, após uma breve discussão, deliberadamente sacou uma arma de fogo, a preparou para o disparo e atirou contra um trabalhador que exercia seu ofício, uma atividade pública essencial de limpeza da cidade, demonstram uma periculosidade acentuada e um total desrespeito pela vida humana", argumentou.

Segundo a ata da audiência de custódia, a defesa de Renê pediu atendimento médico ao empresário e a disponibilização de medicamentos com a justificativa de que o suspeito faz uso de remédios controlados. O magistrado também proibiu que fossem feitas fotografias de Renê dentro da unidade prisional. 

Na mesma decisão em que atende a esses pedidos da defesa, Damasceno foi contrário à solicitação de tornar o caso sigiloso. O juiz informou que a publicidade é a regra por lei, devendo ser restringida apenas "quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem". 

Em contato com o Terra, o escritório de advocacia, que defende Renê, informou não dará declarações à imprensa sobre o caso por enquanto.

‘Cristão, esposo, pai e patriota’: quem é o empresário preso por morte de gari em Belo Horizonte:
Fonte: Redação Terra
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