Cinco adolescentes são apreendidos suspeitos de estupros coletivos em escola do Grande Recife
Investigados foram levados para uma unidade da Funase e permanecem à disposição das autoridades; duas alunas de 14 anos denunciaram os atos.
Cinco adolescentes investigados por suspeita de envolvimento em dois estupros coletivos dentro de uma escola municipal foram apreendidos pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE). A informação foi divulgada na segunda-feira, 17 de agosto.
Os casos ocorreram no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, e foram denunciados por duas estudantes de 14 anos. Os episódios teriam acontecido em datas diferentes, dentro de uma sala de aula e durante o horário do intervalo.
Após o cumprimento das medidas, os cinco investigados foram encaminhados à Unidade de Atendimento Inicial (Uniai), no bairro da Boa Vista, área central do Recife. O espaço integra a estrutura da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase).
A unidade realiza o acolhimento provisório de adolescentes suspeitos da prática de atos infracionais. Os jovens permanecem à disposição do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e podem ser transferidos para outro equipamento socioeducativo.
Os nomes, as idades e outras informações capazes de identificar os envolvidos não foram divulgados. O processo tramita sob sigilo por envolver menores de 18 anos.
Denúncias foram feitas por duas alunas
Segundo os relatos apresentados à investigação, uma das ocorrências aconteceu em 4 de julho e a outra, em 3 de agosto. As duas vítimas estudavam na mesma turma dos adolescentes investigados.
A denúncia mais recente levou a outra estudante a relatar que teria sido violentada pelo mesmo grupo cerca de um mês antes. As famílias procuraram a polícia e as adolescentes deixaram de frequentar a unidade.
As vítimas relataram que foram abordadas quando estavam sozinhas na sala durante o intervalo. Uma delas também afirmou ter sido agredida e ameaçada para não revelar o episódio à família.
Os relatos ainda estão sendo apurados pelas autoridades. Por causa do sigilo, a Polícia Civil não forneceu informações detalhadas sobre as diligências realizadas ou as medidas determinadas pela Justiça.
Diretor foi afastado
Antes das apreensões, os cinco alunos já haviam sido suspensos da escola por tempo indeterminado. As duas vítimas foram transferidas para outra unidade municipal a pedido das famílias.
A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho também afastou o diretor da escola e demitiu o supervisor de pátio. De acordo com a gestão, as medidas foram tomadas para permitir a abertura de um procedimento administrativo de apuração.
O município informou que as adolescentes e suas mães recebem acompanhamento especializado. A prefeitura também afirmou ter adotado providências para manter o funcionamento da instituição, mas não detalhou todas as mudanças implantadas.
O MPPE declarou que não divulgará informações sobre possíveis atos judiciais relacionados ao caso, em cumprimento às regras do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo.
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