MG: acusado de matar Eliza deixa Departamento de Investigações
O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Neném ou Bola, deixou o Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) por volta de 20h desta quinta-feira. Ainda não há informações de que Neném tenha prestado depoimento formal ou falado informalmente com os investigadores.
P<>Neném chegou por volta de 14h50, ao DIHPP para prestar depoimento. Neném é acusado de ter executado e escondido os restos mortais da ex-amante do goleiro Bruno, Eliza Samudio. No início desta semana, o advogado Zanone Manuel de Oliveira Junior, que defende Neném, informou que poderia deixar o caso, se o seu cliente prestasse qualquer informação à Polícia Civil de Minas Gerais antes que a defesa tivesse acesso ao inquérito policial. Os advogados dos acusados de participação no crime tiveram cópias dos documentos de investigação de cerca de 800 páginas, no mesmo dia à noite.
Nessa ocasião, Neném chegou a dizer no Departamento de Investigações que iria falar sobre o caso durante o depoimento, mas Oliveira Junior o orientou a ficar calado. Nesse mesmo dia, Bruno e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também estiveram na delegacia, mas disseram que só iriam depor em juízo.
Durante interrogatório, o delegado Edson Moreira apresentou cerca de 30 questões sobre o desaparecimento da ex-amante do goleiro Bruno ao ex-policial civil. Neném teria respondido apenas: "Reservo-me o direito de ficar calado. Só falarei em juízo".
Eliza está desaparecida desde o dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a teria agredido para que ela tomasse remédios abortivos para interromper a gravidez. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para provar a suposta paternidade de Bruno.
No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza teria sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estaria lá. No dia seguinte, O Dia noticiou, com exclusividade, o caso. Com equipes de reportagem no local, O Dia Online acompanhou a investigação da história, minuto a minuto, a partir do dia 26 de junho.
A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante o depoimento dos funcionários do sítio, um dos amigos de Bruno afirmou que ela havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayanne Souza foi presa, mas logo conseguiu a liberdade. O goleiro e a mulher negam as acusações de que estariam envolvidos no desaparecimento de Eliza e alegam que ela abandonou a criança.
Na quarta-feira 7 de julho, a Justiça decretou prisão preventiva do goleiro Bruno, o amigo Macarrão, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos - conhecido como "Neném", "Bola" ou "Paulista", sua mulher Dayanne e mais quatro envolvidos no crime. A polícia apreendeu ainda um menor, de 17 anos, primo de Bruno, que teria participado da trama. No dia seguinte, 8 de junho, a mãe de Eliza Samudio ganhou a guarda provisório do bebê, agora com 5 meses. No dia seguinte, Bruno, Macarrão e Neném foram convocados a prestar depoimento mas se negaram. Segundo seus advogados, os acusados só falarão em juízo.