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Petrobras defende seu sistema de proteção e cita 'ataques concorrenciais'

ANP também divulgou nota, confirmando a 1ª Rodada do Pré-sal para 21 de outubro e a integridade da licitação

9 set 2013
18h14
atualizado às 18h18
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Dilma falou sobre espionagem à Petrobras durante anúncio de destinação dos royalties do pré-sal a saúde e educação
Dilma falou sobre espionagem à Petrobras durante anúncio de destinação dos royalties do pré-sal a saúde e educação
Foto: Roberto Stuckert Filho / PR / Divulgação

Em nota para repercutir a reportagem veiculada no domingo pela televisão, em que a Petrobras é apontada como alvo de espionagem pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), a petroleira informou "que dispõe de sistemas altamente qualificados e permanentemente atualizados para a proteção de sua Rede Interna de Computadores (RIC)". A empresa disse ainda que "executa, de forma consistente, todos os procedimentos identificados e reconhecidos como melhores práticas de mercado na proteção de sua rede interna e de seus dados e informações".

A petroleira citou que, "em média, noventa por cento das mensagens externas de correio recebidas pela Petrobras são descartadas por apresentarem características potencialmente danosas" e que "tais características poderiam ter, eventualmente, possibilitado algum tipo de acesso a dados da Petrobras". No entanto, os dados constantes dos arquivos da empresa seriam "continuamente atualizados à medida que as centenas de projetos têm andamento".

"As informações internas são classificadas e tratadas com soluções tecnológicas, como criptografia, adequadas aos níveis de proteção associados ao risco de prejuízos para a Petrobras, em caso de eventual vazamento de informação. Os investimentos da Petrobras em tecnologia da informação e telecomunicações são compatíveis com o seu Plano de Negócios e Gestão e com os das demais empresas de mesmo porte do setor de petróleo no mundo", diz a nota.

"Ataques concorrenciais e outros se tornam cada vez mais complexos, o que continuará a exigir da Petrobras investimentos permanentes e significativos em tecnologia de proteção a dados e informações", finaliza.

ANP confirma leilão
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) também divulgou nota, em que confirma que a 1ª Rodada do Pré-sal ocorrerá no próximo dia 21 de outubro, e todas as informações sobre o procedimento licitatório podem ser encontradas no endereço eletrônico www.brasil-rounds.gov.br. "Todas as empresas interessadas em participar da 1ª licitação do pré-sal, quando será licitado o bloco de Libra, poderão manifestar interesse e adquirir o pacote de dados até o próximo dia 18 de setembro." 

"Os processos de licitação de áreas, promovidos pela ANP, são transparentes e apoiados em dados públicos e/ou não-exclusivos. Portanto todos os participantes têm o mesmo acesso às informações existentes", diz a nota, descartando que empresas possam ser privilegiadas por ter suposto acesso às informações através de espionagem.

"Além disso, qualquer pessoa física, residente no Brasil, ou qualquer pessoa jurídica, constituída sob as leis brasileiras, pode adquirir os dados e informações sobre a(s) área(s) no Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP) da ANP", fianliza a nota.

Espionagem americana no Brasil
Matéria do jornal O Globo de 6 de julho denunciou que brasileiros, pessoas em trânsito pelo Brasil e também empresas podem ter sido espionados pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency - NSA, na sigla em inglês), que virou alvo de polêmicas após denúncias do ex-técnico da inteligência americana Edward Snowden. A NSA teria utilizado um programa chamado Fairview, em parceria com uma empresa de telefonia americana, que fornece dados de redes de comunicação ao governo do país. Com relações comerciais com empresas de diversos países, a empresa oferece também informações sobre usuários de redes de comunicação de outras nações, ampliando o alcance da espionagem da inteligência do governo dos EUA.

Ainda segundo o jornal, uma das estações de espionagem utilizadas por agentes da NSA, em parceria com a Agência Central de Inteligência (CIA) funcionou em Brasília, pelo menos até 2002. Outros documentos apontam que escritórios da Embaixada do Brasil em Washington e da missão brasileira nas Nações Unidas, em Nova York, teriam sido alvos da agência.

Logo após a denúncia, a diplomacia brasileira cobrou explicações do governo americano. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que o País reagiu com “preocupação” ao caso.

O embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon negou que o governo americano colete dados em território brasileiro e afirmou também que não houve a cooperação de empresas brasileiras com o serviço secreto americano.

Por conta do caso, o governo brasileiro determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) verifique se empresas de telecomunicações sediadas no País violaram o sigilo de dados e de comunicação telefônica. A Polícia Federal também instaurou inquérito para apurar as informações sobre o caso.

Após as revelações, a ministra responsável pela articulação política do governo, Ideli Salvatti (Relações Institucionais), afirmou que vai pedir urgência na aprovação do marco civil da internet. O projeto tramita no Congresso Nacional desde 2011 e hoje está em apreciação pela Câmara dos Deputados.

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Fonte: Terra
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