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Nunes Marques diz que vai levar pedido de revisão de processo de Bolsonaro ao plenário do STF

7 out 2026 - 15h09
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Resumo
O ministro Nunes Marques levará ao plenário do STF, apenas após o segundo turno das eleições, o pedido de revisão da condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. O adiamento visa evitar interferência eleitoral em meio ao avanço da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. O processo, que ainda aguarda parecer da PGR antes da pauta da presidência da Corte, contesta a pena de mais de 27 anos imposta ao ex-presidente, atualmente sob prisão domiciliar, sob alegação de erro histórico.

O ministro Kassio Nunes ‌Marques, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quarta-feira que deve levar para apreciação do plenário do STF após o segundo turno da eleição presidencial um pedido de revisão criminal do processo que levou à condenação do ex-presidente Jair ⁠Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e outros ‌crimes.

Nota de seu gabinete, divulgada nesta quarta-feira, afirma que o magistrado, que foi indicado ao STF ‌por Jair Bolsonaro, já falou que ‌não vai pedir para pautar esse processo ⁠antes do segundo turno por "considerar que isso pode interferir no processo eleitoral".

"Isso deve ser avaliado somente após o segundo turno, que não significa imediatamente depois, é preciso aguardar o processo estar concluso. O caso ainda ‌está pendente de parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), mas, ‌quando estiver pronto ⁠para julgamento, o ⁠ministro pretende levar ao plenário, que é o órgão competente", ⁠afirma a nota.

"E a ‌data desse julgamento, ‌se for a plenário presencial, depende do presidente do Supremo Tribunal Federal."

A defesa do ex-presidente apresentou em maio passado um pedido de revisão criminal ao ⁠Supremo sob a alegação de que o processo que levou Bolsonaro a ser condenado a 27 anos e três meses foi um "erro histórico". Atualmente, o ex-presidente está em prisão ‌domiciliar.

Uma fonte do Supremo com conhecimento do assunto afirmou que o presidente do STF, Edson Fachin, deve ⁠levar o processo de revisão da condenação de Bolsonaro a julgamento em plenário quando a instrução do caso for encerrada e encaminhada por Nunes Marques, relator do caso.

Esse caso ganhou impulso após uma expressiva votação do senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo PL e filho primogênito de Jair Bolsonaro, no primeiro turno da eleição presidencial. Flávio ficou à frente na etapa inicial da disputa contra o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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