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Mendonça atende a pedido da PF e quebra sigilos de filho de Lula

26 fev 2026 - 12h43
(atualizado às 15h41)
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O ministro André Mendonça, do ‌Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da Polícia Federal e determinou as quebras dos sigilos bancário, fiscal e telemático (e-mails) de um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no curso do inquérito que apura ⁠a suspeita de que teria recebido pagamentos indevidos no âmbito de ‌um esquema de descontos irregulares de pensionistas.

A informação, noticiada pelos veículos Poder360 e GloboNews, foi confirmada pela Reuters com uma fonte ‌do STF com conhecimento do caso. A ‌Reuters não conseguiu detalhes sobre quando a decisão foi tomada ⁠e a extensão temporal dela.

Não foi possível contactar de imediato a defesa de Fábio Luís. O Palácio do Planalto não respondeu a um pedido de comentário.

Em entrevista no início do mês ao UOL, Lula revelou ter questionado o filho sobre a situação envolvendo o caso ‌do INSS.

"Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai ‌pagar o preço de ⁠ter alguma ⁠coisa; se não tiver, se defenda", declarou.

Mais cedo, em outro revés para o Palácio ⁠do Planalto, a CPI mista ‌do INSS também havia ‌aprovado nesta quinta-feira a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha.

A aprovação das quebras de sigilo de Lulinha foi bastante comemorada pela oposição e alvo de protestos da base aliada, ⁠o que gerou uma confusão generalizada durante reunião da CPI e levou ao encerramento da sessão do colegiado.

Governistas reclamaram da aprovação do requerimento das quebras de sigilo do filho de Lula em bloco e defendem uma nova votação em ‌separado do pedido.

Segundo o autor do requerimento de quebra de sigilo, o deputado federal e relator da CPI, Alfredo Gaspar (União-AL), a necessidade ⁠de se investigar Fábio Luís decorre do fato de que teria havido um suposto repasse a ele por meio de uma empresa ligada ao suposto líder do esquema de descontos indevidos, Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado "Careca do INSS".

"A necessidade de investigar Fábio Luís decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de 'o filho do rapaz'", disse o requerimento.

"A Polícia Federal aponta que essa é uma referência direta a Lulinha, sugerindo que Roberta atuaria como intermediária financeira para o repasse de vantagens indevidas", acrescentou.

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