Instituto em Novo Hamburgo promete cirurgias com extraterrestres
A instituição afirma que os procedimentos podem auxiliar em doenças como câncer, diabetes, Alzheimer, depressão e problemas cardíacos, entre outras condições
Em Novo Hamburgo (RS), o Instituto Klyfon atrai pacientes com a promessa de curas e "cirurgias estelares" sem cortes, supostamente feitas por extraterrestres para tratar males como câncer e depressão. O local oferece sessões gratuitas e individuais pagas, além de fitoterápicos. Embora os fundadores orientem a manutenção do tratamento convencional, o Cremers alerta que práticas espirituais não têm comprovação científica, não curam e jamais devem substituir a medicina tradicional.
Um instituto instalado em uma residência no bairro Rio Branco, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, atrai dezenas de pessoas semanalmente com a promessa de curas por meio de supostos procedimentos realizados por extraterrestres. Fundado pelo casal Sandro Gabriel de Souza, 54 anos, e Patrícia Cristina de Souza, 51, o Instituto Klyfon se apresenta como um "hospital planetário", onde seres de outros planetas atuariam na recuperação física e emocional dos pacientes.
Segundo os responsáveis, as chamadas cirurgias estelares são realizadas sem cortes ou intervenções físicas, por meio de procedimentos no chamado corpo etérico. As sessões duram de três a sete minutos e seriam conduzidas por Wontal, descrito pelo casal como um geneticista extraterrestre. A instituição afirma que os procedimentos podem auxiliar em doenças como câncer, diabetes, Alzheimer, depressão e problemas cardíacos, entre outras condições.
O instituto oferece atendimentos coletivos gratuitos e sessões individuais que custam entre R$ 250 e R$ 330. Também comercializa produtos fitoterápicos, com preços a partir de R$ 27, além de promover cursos e palestras. Os fundadores afirmam que os procedimentos devem ser complementares aos tratamentos médicos convencionais e que qualquer alteração na medicação precisa de orientação profissional.
Especialistas em ufologia ressaltam que relatos de contatos extraterrestres e mensagens canalizadas não são suficientes para comprovar a origem dessas experiências. Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) afirmou que práticas religiosas, espirituais ou alternativas podem oferecer acolhimento, mas não substituem a assistência médica. O órgão destacou que essas abordagens não têm comprovação científica que permita estabelecer sua eficácia no diagnóstico ou na cura de doenças e alertou que elas não devem interromper nem atrasar tratamentos convencionais.
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