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Grampo mostraria que família Sarney interfere em ministério

11 out 2009
03h56
atualizado às 06h51
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Diálogos gravados pela Polícia Federal mostrariam que Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney, teria liberdade para interferir em compromissos, agendas reuniões e encontros com empresários no gabinete do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, segundo afirma o jornal Folha de S. Paulo, na edição deste domingo.

Segundo afirma o jornal, Edison Lobão, responsável por administrar o pré sal, segue ordens de Sarney. No diálogos que teriam sido interceptados pela PF, os Sarney estabelecem para o ministro, assessores ou secretárias os compromissos que devem ser marcados na agenda de Lobão e orientam o que deve ser dito à empresários, quem deve ser nomeado a cargos e discutem contratos fechados pela pasta.

As escutas obtidas com autorização judicial, fazem parte da Operação Boi Barrica (cujo nome foi mudado para Faktor) que investiga negócios da família Sarney. De acordo com o relatório da PF, Fernando Sarney, teria coordenado a prática ilícita. O antecessor de Lobão na pasta, Silas Rondeau, é aliado subordinado de Sarney, de acordo com o jornal, e teria deixado o ministério sob denúncias de corrupção em 2007.

Lobão negou ao jornal qualquer interferência de Fernando Sarney ou Silas Rondeau em sua agenda. Nas conversas interceptadas, Lobão é apelidado de Magro Velho, Rondeau, de Baixinho, Fernando de Bomba, Bombinha ou Madre, e José Sarney é citado como Madre Superiora.

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Fonte: Terra
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