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França tenta contornar fracasso na venda de caças ao Brasil

19 dez 2013 - 10h12
(atualizado às 14h49)
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O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, minimizou mais um fracasso nas vendas do caça francês Rafale, dessa vez no Brasil, dizendo estar confiante de que em breve terá boas notícias sobre licitações na Índia e em países do Golfo Pérsico.

Fabricado pela Dassault Aviation, o jato multiemprego Rafale ainda não conseguiu emplacar um comprador estrangeiro, apesar de ser considerado um dos mais eficientes e sofisticados caças do mundo, mas também um dos mais caros.

Caça Rafaela, da empresa Dassault, em voo demonstrativo durante a abertura do 50º Air Show de Paris. O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, minimizou mais um fracasso nas vendas do caça francês Rafale, dessa vez no Brasil, dizendo estar confiante de que em breve terá boas notícias sobre licitações na Índia e em países do Golfo Pérsico. 17/06/2013.
Caça Rafaela, da empresa Dassault, em voo demonstrativo durante a abertura do 50º Air Show de Paris. O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, minimizou mais um fracasso nas vendas do caça francês Rafale, dessa vez no Brasil, dizendo estar confiante de que em breve terá boas notícias sobre licitações na Índia e em países do Golfo Pérsico. 17/06/2013.
Foto: Pascal Rossignol / Reuters

As ações da companhia caíram em torno de 4 % nesta quinta-feira após o anuncio do governo brasileiro da decisão de comprar 36 caças Gripen NG, da empresa sueca Saab, com investimento previsto de 4,5 bilhões de dólares até 2023, dando fim a um processo de concorrência que se arrastava há mais de uma década.

A França esteve perto de fechar o acordo com o Brasil em 2011, com a Dassault apostando na promessa de transferir a tecnologia do novo caça para superar a concorrência, mas à época o governo brasileiro anunciou o adiamento da decisão devido à escalada da crise econômica.

"Isso não é um fracasso. É uma decepção em um objetivo que não era prioridade", disse Jean-Yves Le Drian à rádio Europe 1, minimizando a derrota. "O Brasil não era um objetivo prioritário para o Rafale. Temos objetivos mais importantes na Índia e no Golfo (Estados Árabes)."

O presidente francês, François Hollande, esteve no Brasil em 12 de dezembro com a meta de impulsionar o negócio. Hoje, ele defendeu o Rafale e minimizou a escolha feita pelo Brasil pelos caças suecos.  "Eu esperava (...) Defendo este avião e temos que vendê-lo. Mas o Brasil tinha dificuldades financeiras e queria um avião mais barato", disse Hollande em Bruxelas, onde participa na reunião de cúpula de chefes de Estado e de Governo da União Europeia.

Países interessasados

A Dassault está envolvida há mais de um ano em negociações exclusivas com o governo indiano para a venda de 126 aviões. Um oficial da Força Aérea da Índia disse no fim de outubro esperar concluir o negócio até março de 2014.

"A escolha do Brasil é lógica", disse um trader baseado em Paris. "Foi uma escolha econômica pelo avião sueco."

Veja vídeo de divulgação do caça sueco escolhido pelo Brasil:

"A França precisa entender que o Rafale é muito caro e que a qualidade do equipamento não é levada em consideração no atual processo decisório. Com esse fracasso, o contrato na Índia se torna crucial para a Dassault."

No Brasil, o caça Gripen NG, da Saab, era finalista na disputa com o Rafale e o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing. A disputa foi marcada por muitas idas e vindas, com cada uma das proponentes aparecendo como favorita em diferentes momentos da licitação.

Foto: Arte Terra

Com informações das agências Reuters e AFP

Fonte: Terra
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