Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Brasil

Publicidade

Flávio Bolsonaro viaja para os EUA após derrota na eleição; Departamento de Estado dará vistos para família

27 out 2026 - 14h33
(atualizado às 20h13)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Após ser derrotado por Lula na eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos com visto concedido pelo governo norte-americano. A saída do país descumpriu uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que havia determinado a retenção de seus passaportes e o proibia de viajar devido a um inquérito sobre lavagem de dinheiro. Lula classificou a atitude como vergonhosa e indicativa de culpa, enquanto a partida surpreendeu até aliados da cúpula do partido do senador.

Flávio Bolsonaro viajou para os Estados ‌Unidos nesta terça-feira, disseram à Reuters um aliado próximo do parlamentar e uma fonte do governo dos EUA, menos de 24 horas após o senador assegurar que nunca pensara em deixar o país e depois da derrota eleitoral no domingo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitirá vistos para Flávio e sua família e permitirá a entrada deles nos EUA, disse ⁠uma autoridade sênior do órgão à Reuters.

Segundo um aliado da família Bolsonaro disse à Reuters que o senador ‌chegou ao Estado da Flórida, nos EUA.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) havia determinado que Flávio entregasse seus passaportes até o final da manhã, o que não foi feito, e ‌que ele estava proibido de deixar o país. A decisão se ‌deu no âmbito de um inquérito em que o senador é investigado por lavagem de ⁠dinheiro juntamente com o advogado Willer Tomaz, seu amigo. Ambos os investigados negam qualquer irregularidade.

No início da noite, Lula criticou a decisão de seu adversário na disputa eleitoral de sair do país

"Ato vergonhoso. Se fugiu é porque teme, porque quem não deve não teme", disse o presidente, em ato com aliados e apoiadores de comemoração pelos seus 81 anos.

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, já alegou que o pai de ‌Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi vítima de perseguição judicial no Brasil. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 ‌anos de prisão por tentativa ⁠de golpe de Estado.

SURPRESA

Na véspera, ⁠o candidato derrotado na eleição de domingo afirmara que nunca pensara em deixar o país.

"Eu nunca pensei em sair ⁠do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou ‌me defender dessa aberração, que é ‌uma clara tentativa de me intimidar", disse Flávio em vídeo publicado em sua conta no Instagram na segunda-feira, afirmando ainda que organizaria a oposição ao governo Lula.

Antes da votação de domingo, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, afirmou em uma transmissão nas redes sociais que Flávio deveria ⁠deixar o país caso perdesse a eleição presidencial.

Moraes citou risco de fuga e "expressivo poder econômico" dos envolvidos na decisão que determinou a apreensão do passaporte do senador, segundo a decisão vista pela Reuters.

Em entrevista no início da noite desta terça, após participar de uma reunião da cúpula do PL, o coordenador-geral da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (RN), disse ‌que não tinha informação sobre o paradeiro dele.

"Estamos surpresos porque ontem (segunda) conversamos sobre a necessidade de Flávio, com quase 60 milhões de votos que teve, assumisse esse papel de liderança da oposição", afirmou ⁠ele, acrescentando que tinha recebido uma mensagem de texto mais cedo que dizia que Flávio iria "dar um tempo".

PASSOS DO PAI

A viagem de Flávio para os Estados Unidos repetiria os passos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que viajou para os Estados Unidos depois de se recusar a reconhecer a derrota para Lula na eleição presidencial de 2022.

Jair Bolsonaro acabou retornando ao Brasil, mas posteriormente foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Flávio ainda não reconheceu oficialmente a derrota no domingo. No dia da votação, afirmou que buscaria a anulação do resultado alegando irregularidades após a prorrogação do prazo de votação. Posteriormente, disse que pediria a cassação da chapa de Lula ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, seu partido, o PL, declarou na segunda-feira que reconhecia a vitória de Lula.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra