Fiat celebra 50 anos de Brasil com Novo Argo X, exposição e megashow gratuito
'Mezzo italiana, mezzo brasileira', marca desembarcou em Betim em 1976
A Fiat, símbolo da indústria italiana, completou 50 anos de atividades no Brasil e preparou uma série de iniciativas que buscam não apenas exaltar o legado de meio século de sucesso em um dos maiores mercados automotivos do mundo, mas também assentar as bases para o futuro, incluindo o lançamento de um novo carro, o Argo X.
O nome do modelo foi anunciado pelo presidente da Stellantis para a América do Sul, Herlander Zola, durante um evento nesta segunda-feira (20) na fábrica de Betim (MG), inaugurada em 1976 e que hoje é uma das maiores do grupo em todo o mundo.
Por enquanto, sabe-se apenas o nome do novo carro, que vai competir no segmento de entrada e conviver durante um período "não tão longo" com a geração atual do Argo, terceiro modelo mais vendido do Brasil, país onde a Fiat caminha para o sexto ano consecutivo de liderança.
"A chegada do Novo Argo X representa mais um passo na estratégia de renovação do portfólio da marca e tem tudo para ser o futuro ícone do mercado", declarou Zola.
O modelo será o primeiro fabricado em Betim no âmbito do plano de investimentos de R$ 32 bilhões da Stellantis na América do Sul até 2030, R$ 14 bilhões dos quais serão destinados ao polo automotivo mineiro.
E não para por aí. Recentemente, a Fiat também anunciou séries especiais da picape Toro e do SUV coupé Fastback para celebrar meio século de Brasil, onde pretende lançar pelo menos um modelo completamente novo por ano até o fim da década.
"Temos a mais absoluta convicção de que quem melhor se adapta às mudanças é aquele que tem mais chances de fazer sucesso, por isso a Fiat está absolutamente antenada com o que está acontecendo para trazer aquilo que o mercado espera para satisfazer as novas necessidades do consumidor brasileiro", acrescentou Zola.
Situada na região metropolitana de Belo Horizonte, a fábrica de Betim é um símbolo de excelência italiana que soube se moldar às demandas locais para crescer, desde o primeiro carro produzido na planta, o Fiat 147, pioneiro global dos veículos a etanol, até os atuais modelos Bio-Hybrid, que unem motorização flex com diferentes níveis de eletrificação. Seus próprios executivos gostam de definir a Fiat como "mezzo italiana, mezzo brasileira".
O primeiro 147 saiu de Betim em 9 de julho de 1976 e, desde então, a unidade já produziu mais de 18 milhões de automóveis. Em seu primeiro ano de operação, a fábrica colocou no mercado cerca de 8,5 mil carros, número que deve chegar a 540 mil em 2026, diante de uma capacidade instalada de 650 mil ? a montadora já trabalha na abertura do terceiro turno de produção na planta.
A fábrica ocupa um terreno de 2,2 milhões de metros quadrados, com mais de 900 mil metros quadrados de área construída, e abriga o maior centro de produção de powertrains da América Latina. São 19 mil funcionários no total, 190 mil pessoas impactadas na cadeia produtiva e 400 fornecedores diretos em um raio de 100 quilômetros a partir da planta de Betim Suas linhas de montagem abastecem o mercado brasileiro e de outros países com modelos como Mobi, Argo, Strada, Fiorino, Pulse e Fastback, da Fiat, e o Partner Rapid, da Peugeot.
Além disso, a unidade contribuiu de forma determinante para o desenvolvimento local: em 1976, Betim, era uma pequena cidade de 45 mil habitantes; hoje, é um pujante centro industrial com mais de 440 mil moradores e um produto interno bruto (PIB) que cresceu 260% ao longo do último meio século.
Além dos lançamentos automotivos, a Fiat também preparou outras iniciativas para celebrar essa história, com destaque para um megashow gratuito no Mineirão, um dos templos do futebol brasileiro, nesta terça-feira (21), com Thiaguinho, IZA, César Menotti e Fabiano e outras atrações.
Já a Casa Fiat de Cultura, também em Belo Horizonte, recebe até 11 de outubro a exposição "Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade", que faz um paralelo entre a trajetória da montadora e a cultura brasileira.
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