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Famosos vão às redes sociais se posicionar sobre PL do Aborto; veja quem é contra e a favor do projeto

Contrários a iniciativa afirmam que legislação é um retrocesso ao direito das mulheres, já favoráveis utilizam argumentações religiosas

16 jun 2024 - 09h58
(atualizado às 10h22)
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A urgência do chamado PL do Aborto foi aprovada a toque de caixa na última quarta-feira, 12, na Câmara dos Deputados
A urgência do chamado PL do Aborto foi aprovada a toque de caixa na última quarta-feira, 12, na Câmara dos Deputados
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado / Estadão

Em meio ao caloroso debate em torno do projeto de lei (PL) que equipara o aborto após 22ª semana de gestação ao crime de homicídio, inclusive em caso de estupro, famosos foram as redes darem sua opinião sobre o texto proposto pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

A iniciativa está dividindo a sociedade entre contrários e favoráveis, e o mundo artístico não está diferente. A urgência da medida foi aprovada a toque de caixa na última quarta-feira, 12, na Câmara dos Deputados.

Para o ator Paulo Vieira, o PL é considerado uma “desgraça”, pois culpabiliza mais a mulher que o estuprador. "A vida da mulher vale menos que de um criminoso", escreveu ele no X (antigo twitter).

Já a atriz Débora Bloch publicou sua opinião no instagram ressaltando que crianças abusadas sexualmente perderiam o direito ao aborto, se a gestação ultrapassar as 22 semana. "Este projeto de lei nada mais é do que um incentivo ao estupro", afirma. "Nos casos de violência sexual infantil é mais difícil identificar a gravidez, por isso a demora no reconhecimento. E, por isso, nossas crianças precisam ser asseguradas do aborto legal", lembra a atriz.

Em um vídeo, a jornalista Ana Paula Padrão lembrou que mais de 75 mil mulheres são estupradas por ano no Brasil. Dado o grande número de ocorrências, segundo a profissional, há uma dificuldade de denúncias e de procedimentos ágeis à vítima. "Delegacias da mulher, a justiça e os hospitais não facilitam o cumprimento da lei que permite a interrupção da gravidez nesses casos. O tempo passa e, se o PL 1904 for aprovado, essas meninas serão consideradas homicidas. O Brasil não é um país que comporte esse tipo de medida de combate ao aborto", escreveu a jornalista.

Por meio de uma charge, a atriz Paolla Oliveira crítica o PL e lança uma pergunta sobre a medida: "A vida de uma criança, de uma mulher, vale menos do que a de um estuprador?". "Existe uma realidade que me assusta e que a gente precisa encarar: no Brasil, cerca de 60 mil casos de estupros de vulneráveis acontecem todo ano. Criança deve ter o direito de ser criança. Criança não é mãe. E nossas leis e políticas públicas devem assegurar isso. Como mulher, fico estarrecida vendo homens decidindo sobre nossos corpos, nossa liberdade, nossos direitos", escreveu.

Luana Piovani afirmou na sua publicação que o PL proposto por Sóstenes levará à criminalização da interrupção de "gravidez fruto de violência (...) em especial quando essas pessoas são crianças".

Já Monica Iozzi  relembra uma entrevista feita em 2018 sobre direito ao aborto. "O aborto não deveria ser discutido na esfera religiosa, somos uma país laico. Aborto é uma questão de saúde pública", afirmou. "A vítima de um crime de estupro teria uma pena maior do que o próprio estuprador. Ou seja, estamos retrocedendo", escreveu.

Artistas favoráveis usam argumentos religiosos

Já os que se revelam favoráveis ao PL do Aborto, são movidos por convicções religiosas, como é o caso da atriz Cássia Kiss. Ela publicou um vídeo defendendo a proposta, que foi publicado pelo Centro Dom Bosco, associação que reúne católicos, mas não tem reconhecimento das lideranças eclesiais. “Imagine um bebê no ventre de sua mãe, com 5, 6, 7, 8 meses, e ele recebendo uma injeção de cloreto de potássio direto no seu coraçãozinho. É dito que a dor é comparável a um infarto fulminante. Então, precisamos parar isso imediatamente”, afirmou Kiss.

Outro favorável ao PL é o o ator Juliano Cazarré, que  publicou um vídeo criticando o aborto, mesmo em casos de estupro. Em sua argumentação, ele disse que, após 22 semanas, o feto pode viver fora do útero e ainda que "quem não quiser criar o filho pode entregá-lo para adoção".

Fonte: Redação Terra
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