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Executivo do Banco Genial é alvo de nova fase da operação Carbono Oculto, diz fonte

24 set 2026 - 08h23
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Resumo
Uma nova fase da operação Carbono Oculto, deflagrada pela Receita Federal e pelo MP-SP, mira Humberto Tupinambá, executivo do Banco Genial, com buscas em sete estados. A ação apura lavagem de dinheiro ligada ao PCC no setor de combustíveis e no mercado financeiro. Segundo a investigação, estruturas financeiras complexas, envolvendo bancos e fundos, foram criadas para ocultar os reais beneficiários na aquisição da distribuidora de combustíveis Terrana e de uma usina de cana-de-açúcar em São Paulo.

Um executivo do Banco Genial está ‌entre os alvos de uma nova fase da operação Carbono Oculto deflagrada nesta quinta-feira pela Receita Federal e pelo Ministério Público de São Paulo para apurar o suposto uso de um esquema de lavagem de dinheiro na compra de uma grande distribuidora de combustíveis, disse à ⁠Reuters uma fonte com conhecimento das investigações.

Segundo esta fonte, Humberto Tupinambá, executivo ‌do Genial, está entre os alvos dos mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos em 29 endereços ligados a 13 ‌pessoas físicas e 24 pessoas jurídicas em ‌sete Estados. Procurado por meio de sua assessoria de imprensa ⁠o Genial não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários. Segundo informações de veículos de comunicação, a distribuidora de combustíveis Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana, é a empresa que teria sido adquirida através do esquema.

Em comunicados, sem citar os nomes dos alvos da operação, a ‌Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo apontaram que o ‌grupo teria usado um ⁠esquema de sobreposição ⁠de estruturas financeiras para ocultar a compra de uma usina de cana-de-açúcar no ⁠interior de São Paulo.

"Embora a titularidade ‌formal da empresa sucroalcooleira ‌estivesse distribuída entre fundos de investimento e outras empresas aparentemente independentes, os elementos reunidos indicam que a estrutura foi organizada para preservar o controle econômico dela sem que os reais beneficiários fossem ⁠revelados", disse o MP em nota.

Ainda de acordo com promotoria paulista, as apurações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado  (Gaeco), do MP de São Paulo, e da Receita Federal apontaram que a estrutura adotada na ocultação da ‌propriedade da usina foi usada para a aquisição de uma grande distribuidora de combustíveis.

"As análises econômico-financeiras apontam que a aquisição da distribuidora ⁠de combustíveis foi viabilizada por outra estrutura financeira composta por banco, fundos de investimento, escritório de advocacia, holdings, empresas patrimoniais e empresas de fachada, organizada para distanciar os recursos ilícitos utilizados na operação e os seus verdadeiros financiadores e beneficiários econômicos", disse o MP.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, concederá na manhã desta quinta uma entrevista coletiva para detalhar a operação.

Deflagrada pela primeira vez em agosto de 2025, a Carbono Oculto investiga a infiltração do crime organizado, em particular da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), no setor de combustíveis e no mercado financeiro para lavar dinheiro do crime organizado.

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