Em sessão tumultuada, CPI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de filho de Lula
A CPI mista do INSS aprovou nesta quinta-feira a quebra dos sigilos bancário e fiscal de um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, para apurar a suspeita de que teria recebido pagamentos indevidos no âmbito de um esquema de descontos irregulares de pensionistas.
Em um revés para o Palácio do Planalto, a aprovação das quebras de sigilo de Lulinha foi bastante comemorada pela oposição e alvo de protestos da base aliada, o que gerou uma confusão generalizada durante reunião da CPI e levou ao encerramento da sessão do colegiado.
Governistas reclamaram da aprovação do requerimento das quebras de sigilo do filho de Lula em bloco e defendem uma nova votação em separado do pedido.
Segundo o autor do requerimento de quebra de sigilo, o deputado federal e relator da CPI, Alfredo Gaspar (União-AL), a necessidade de se investigar Fábio Luís decorre do fato de que teria havido um suposto repasse a ele por meio de uma empresa ligada ao suposto líder do esquema de descontos indevidos, Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado "Careca do INSS".
"A necessidade de investigar Fabio Luis decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de 'o filho do rapaz'", disse o requerimento.
"A Polícia Federal aponta que essa é uma referência direta a Lulinha, sugerindo que Roberta atuaria como intermediária financeira para o repasse de vantagens indevidas", acrescentou.
Não foi possível contactar de imediato a defesa de Fábio Luís. O Palácio do Planalto não respondeu a um pedido de comentário.