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Coligação de Haddad acusa no TSE campanha de Bolsonaro de abuso de poder econômico

3 out 2018
09h10
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A coligação presidencial encabeçada pelo petista Fernando Haddad ingressou na noite de terça-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido para se investigar a campanha do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, por abuso de poder econômico.

Candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro
04/09/2018
REUTERS/Adriano Machado
Candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro 04/09/2018 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Segundo a chapa petista, o pedido refere-se ao fato de o presidente da empresa de ar condicionado Komeco, Denisson Moura Freitas, ter supostamente gravado um áudio a funcionários pedindo que apoiassem a candidatura de Bolsonaro por meio do uso de adesivos e camisetas.

A coligação de Haddad pede ao TSE que Bolsonaro se torne inelegível por 8 anos.

Relatos na imprensa indicam que empresários estariam pressionando funcionários a apoiar Bolsonaro. O Ministério Público do Trabalho (MPT) já divulgou um alerta de que é "proibida a imposição, coação ou direcionamento nas escolhas políticas dos empregados".

"O objetivo é garantir o respeito e a proteção à intimidade e à liberdade do cidadão-trabalhador no processo eleitoral, no ambiente de trabalho", disse o MPT em nota pública.

O MPT em Santa Catarina entrou na terça-feira com uma ação judicial contra a rede de lojas Havan depois de o proprietário da cadeia, Luciano Hang, ter pedido que seus funcionários votem em Bolsonaro sob o risco de fechar lojas e demitir empregados em caso de vitória de candidatos de esquerda.

Nesse caso, o MP do Trabalho pediu o pagamento de 1 milhão de reais em multa no caso de descumprimento. Hang é apoiador público de Bolsonaro.

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