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CNBB reage a acusação de Flávio sobre Nossa Senhora Aparecida: 'Mentira'

Bispos brasileiros negaram ter disseminado 'fake news' sobre padroeira

28 set 2026 - 09h32
(atualizado às 10h02)
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Resumo
A CNBB negou envolvimento na criação ou divulgação de boatos sobre a perda do título de padroeira do Brasil por Nossa Senhora Aparecida, rebatendo acusações de Flávio Bolsonaro (PL). O candidato culpou o PT e membros da entidade pela desinformação, que causou crise em sua campanha. O presidente Lula também criticou o boato, defendendo o respeito religioso mútuo. O embate acirra a disputa eleitoral entre os dois, marcada pela divisão de votos entre os eleitorados católico e evangélico.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) rebateu acusações do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e negou ter participado da "divulgação de informações falsas" sobre uma suposta articulação de setores evangélicos para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do país.

Fake news sobre Nossa Senhora Aparecida abriu crise na campanha de Flávio
Fake news sobre Nossa Senhora Aparecida abriu crise na campanha de Flávio
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O boato foi veiculado na noite da última sexta-feira (25) pela emissora Globo News ? que depois negou a informação ? e se espalhou como rastilho de pólvora nas redes sociais, abrindo uma crise na campanha de Flávio, que é evangélico.

Questionado sobre o assunto no último domingo (27), o candidato negou ter planos para retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida e disse que essa "fake news" foi disseminada pelo PT "com ajuda de gente dentro da CNBB".

Sem citar Flávio, os bispos brasileiros reagiram e afirmaram que a entidade "não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral".

"Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira", declarou a entidade em um comunicado.

A conferência também repudiou a "produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar", e ressaltou que "não integra qualquer estrutura político-partidária ou candidatura".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou o assunto no último domingo e disse que "mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável". "Eu respeito a religião evangélica e quero que eles respeitem a religião católica, que a católica respeite eles, que respeitem as religiões de matriz africana", salientou o petista em entrevista à TV Band.

A última pesquisa Datafolha mostra Lula (40%) e Flávio (36%) em empate técnico no limite da margem de erro, porém também evidencia uma disparidade entre as duas religiões dominantes no Brasil: entre os católicos, que formam a maior parte da população, o petista lidera por 45% a 33%; entre os evangélicos, que têm crescido nos últimos anos, o filho de Jair Bolsonaro está na dianteira com 47% a 27%.

Ansa - Brasil
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