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Xerém tem 8 desaparecidos pelas chuvas; vítimas temem saques

3 jan 2013 - 16h01
(atualizado às 16h18)
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A Defesa Civil do Rio de Janeiro confirma apenas uma morte até agora causada pelas chuvas de Xerém, mas moradores do distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, relatam que há diversos desaparecidos após a tormenta da madrugada desta quinta-feira. Oficialmente, a prefeitura de Duque de Caxias informa que há oito pessoas desaparecidas, sendo que cinco são da mesma família. A maior incidência de reclamações de pessoas que sumiram ocorre na parte mais alta da localidade conhecida como Ponto Final, na região central de Caxias. Era lá que ficava um posto da Cedae, distribuidora de água do Rio, que foi afetado. Um funcionário da empresa estaria desaparecido.

A bordo de um quadriciclo, o cantor Zeca Pagodinho percorreu as ruas de Xerém para auxiliar no socorro às vítimas da chuva
A bordo de um quadriciclo, o cantor Zeca Pagodinho percorreu as ruas de Xerém para auxiliar no socorro às vítimas da chuva
Foto: Daniel Ramalho / Terra

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"A parte mais alta foi muito destruída. Várias casas foram varridas. Infelizmente, muita gente deve ter sido levada", afirmou o madeireiro Augusto Domingos, morador da região.

Pela manhã, ainda chovia forte, e as equipes de resgate tinham dificuldade de trabalhar no local. Muitos bombeiros se concentravam numa ponte que foi totalmente destruída, eliminando a passagem para outra parte do Ponto Final.

O cantor Zeca Pagodinho, que percorreu na manhã desta quinta-feira as ruas do distrito para ajudar as vítimas da enchente, contou ter ouvido relatos de que havia crianças desaparecidas.

Moradores que tiveram que abandonar casas inundadas voltavam aos imóveis em busca de pertences, mas revelavam outra preocupação. Existia o temor de muitas vítimas de que suas residências fossem saqueadas.

"Começou um boato de que estavam entrando nas casas e roubando tudo. Corri para cá para não perder o pouco que não já tinha perdido", contou a auxiliar de serviços gerais Eliana Ramos Monteiro.

O cenário de destruição em Xerém lembra, em menor proporção, o que foi visto na região Serrana, há dois anos. A tragédia se deu após a formação de uma tromba d'água que desembocou na parte alta de um morro, e desceu pelo rio que corta a região, destruindo as casas no entorno. É possível ver, em Xerém, marcas de grandes deslizamentos em uma das serras da região.

Carros amontoados, roupas espalhadas, brinquedos soterrados e casas completamente destruídas formam um cenário assustador em Xerém. Como bem definiu Zeca Pagodinho, é "uma tristeza só".

Histórico de deslizamentos

Em janeiro de 2011, a baixada fluminense enfrentou a maior tragédia climática da história do Brasil. Foram 918 mortos e mais de 215 desaparecidos após as fortes chuvas que atingiram sete municípios da região. As cidades mais atingidas foram Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Bom Jardim, Areal, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto.

No ano anterior, em 2010, uma série de deslizamento deixou 30 mortos em Angra dos Reis nas primeiras horas do dia 1º de janeiro. O deslizamento de uma encosta atingiu uma pousada e sete casas na Ilha Grande, matando pelo menos 19 pessoas. No continente, 11 pessoas morreram em outro desmoronamento.

Fonte: Terra
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