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Últimos pertences de vítimas são retirados da boate Kiss

Pertences ficarão em posse da polícia até que laudo sobre toxicidade seja concluído

19 ago 2016
16h36
atualizado em 22/8/2016 às 12h44
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Após a Justiça reintegrar a posse do prédio onde funcionava a boate Kiss aos proprietários, os últimos objetos remanescentes da tragédia foram retirados do salão nesta sexta-feira (19). O local está fechado desde o dia do incêndio, em 27 de janeiro de 2013, quando 242 pessoas morreram e mais de 600 ficaram feridas. O juíz responsável pelo caso na esfera civil, Ulysses Fonseca Louzada, determinou que o prédio voltasse às mãos da Eccon Empreendimentos Imobiliários, dona da construção.

Fachada do prédio onde funcionava a boate segue recebendo flores e homenagens
Fachada do prédio onde funcionava a boate segue recebendo flores e homenagens
Foto: Ananda Müller / Especial para Terra

Ainda no final do ano de 2014 o edifício passou por processo de limpeza, momento em que alguns objetos foram retirados e amostras de substâncias encaminhadas para análise toxicológica. Pertences pessoais das vítimas foram alocados em uma área da antiga boate, e não foram encaminhados aos familiares pela suspeita de possível contaminação. Agora, com a liberação do prédio, esses materiais ficarão em posse da polícia civil até que o resultado desse laudo fique pronto.

A Eccon Empreendimentos Imobiliários concordou em deixar o prédio fechado até o final do ano, quando uma reunião será feita com familiares para discutir o futuro do local. A desapropriação do espaço não está descartada, e monumentos ou memoriais já foram elencados como possibilidades de aproveitamento do espaço. O futuro do endereço, no entanto, segue em aberto, já que anteriormente a Eccon pretendia erguer um hotel no terreno. 

Fonte: Especial para Terra
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