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Tragédia em Santa Maria

Tragédia na Kiss: sistema sob suspeita liberou 121 mil alvarás no RS

5 abr 2013 - 08h04
(atualizado às 08h09)
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Um incêndio de grandes proporções em uma casa noturna ocorreu na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. Segundo um segurança que trabalhava no local no momento do incêndio, muitas pessoas foram pisoteadas. Por volta das 10h40, foi encerrada a remoção dos corpos das vítimas em um caminhão da Brigada Militar. Eles foram levados para um ginásio da região central onde será feito o reconhecimento. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo teria iniciado com um sinalizador
Um incêndio de grandes proporções em uma casa noturna ocorreu na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. Segundo um segurança que trabalhava no local no momento do incêndio, muitas pessoas foram pisoteadas. Por volta das 10h40, foi encerrada a remoção dos corpos das vítimas em um caminhão da Brigada Militar. Eles foram levados para um ginásio da região central onde será feito o reconhecimento. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo teria iniciado com um sinalizador
Foto: Deivid Dutra / Agência Freelancer

Há 121 mil alvarás de prevenção a incêndio emitidos no Rio Grande do Sul a partir do Sistema Integrado de Gestão de Prevenção de Incêndio (SIG-PI), o mesmo usado para dar o documento à boate Kiss, que incendiou em 27 de janeiro. Ele foi criado há oito anos para driblar a falta de efetivo e alavancar a quantidade de inspeções que deveriam servir para a prevenção de incêndios. No inquérito, a Polícia Civil afirmou que o sistema é “falho, incompleto, simplificado ao ponto de dar primazia à quantidade (de vistorias) em detrimento da qualidade (segurança)” e colocou em dúvida a eficácia de um mecanismo gestado pelo Corpo de Bombeiros. E mais, o relatório diz que "ficou evidenciado que o SIG-PI teve colaboração para o incêndio na Kiss e, consequentemente, nas mortes e lesões que dele decorreram. ”As informações foram publicadas nesta sexta-feira no jornal Zero Hora

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A Brigada Militar debate uma forma de manter o SIG-PI funcionando. A investigação das circunstâncias do incêndio revelou que o mecanismo que deveria servir para a fiscalização – e consequente emissão de alvará de prevenção a incêndio – de prédios de até 750 metros quadrados e de risco pequeno, passou a ser usado indiscriminadamente, sem análise de plantas baixas e croquis do imóvel. Os bombeiros tinham apenas dados básicos da casa noturna anotados no SIG-PI e, mesmo assim, concederam aos proprietários licença para abrir o estabelecimento. Com uma única saída, sem sinalização de emergência e com guarda-corpos instalados no ambiente, o local virou uma armadilha, que aprisionou as vítimas na hora do fogo. O consenso é que o SIG-PI, criado para cortar a burocracia, acabou garantindo agilidade, o que é positivo, mas em detrimento da segurança.

Incêndio na Boate Kiss

Na madrugada do dia 27 de janeiro, um incêndio deixou 241 mortos em Santa Maria (RS). O fogo na Boate Kiss começou por volta das 2h30, quando um integrante da banda que fazia show na festa universitária lançou um artefato pirotécnico, que atingiu a espuma altamente inflamável do teto da boate.

Com apenas uma porta de entrada e saída disponível, os jovens tiveram dificuldade para deixar o local. Muitos foram pisoteados. A maioria dos mortos foi asfixiada pela fumaça tóxica, contendo cianeto, liberada pela queima da espuma.

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Os mortos foram velados no Centro Desportivo Municipal, e a prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde prestou solidariedade aos parentes dos mortos.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas. 

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Quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investiga documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergem sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

Imagens mostram início do incêndio na Boate Kiss:

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

No dia 25 de fevereiro, foi criada a Associação dos Pais e Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia da Boate Kiss em Santa Maria. A intenção é oferecer amparo psicológico a todas as famílias, lutar por ações de fiscalização e mudança de leis, acompanhar o inquérito policial e não deixar a tragédia cair no esquecimento.

Fonte: Terra
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