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Tragédia em Santa Maria

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Secretaria: 12 feridos na Kiss deixaram hospital nas últimas 24 horas

Segundo os últimos dados divulgados hoje, 53 pacientes continuam internados em hospitais de Porto Alegre, Santa Maria, Canoas e Caxias do Sul

9 fev 2013 - 13h39
(atualizado às 14h44)
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<p>Imagem mostra o interior da boate Kiss após o incêndio que deixou 238 mortos</p>
Imagem mostra o interior da boate Kiss após o incêndio que deixou 238 mortos
Foto: Policia Civil / Reuters

A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul atualizou na tarde deste sábado o número de feridos que deixaram os hospitais do Estado após o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria. Segundo o órgão, 12 sobreviventes receberam alta nas últimas 24 horas. Outros 53 permanecem internados, sendo que 16 ainda respiram com a ajuda de aparelhos.

De acordo com o boletim, 32 pessoas estão internados em Porto Alegre, 18 em Santa Maria, duas em Canoas e uma em Caxias do Sul. Até este sábado, haviam sido realizados mais de 570 atendimentos psicológicos e psiquiátricos às vítimas e familiares da tragédia. O incêndio na madrugada do dia 27 de janeiro matou 238 pessoas. 

INCÊNDIO EM SANTA MARIA

Entenda detalhes de como aconteceu a tragédia em Santa Maria, na região central do RS, que chocou o País e o mundo e como era a Boate Kiss por dentro

 

Mais cedo, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde do Ministério da Saúde havia informado que 61 pacientes continuavam internados, mas o levantamento não levou em conta novas altas feitas hoje em hospitais da capital gaúcha.

Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

Fonte: Terra
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