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Tragédia em Santa Maria

Festa particular é encerrada após protesto em Santa Maria

3 fev 2013 - 11h13
(atualizado às 11h34)
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A realização de uma festa particular na madrugada deste domingo revoltou algumas pessoas que participaram da vigília em memórias das vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, onde 237 pessoas morreram há uma semana. Indignado, o pai de uma das vítimas teria convocado um protesto e acionado a Brigada Militar (BM) por volta das 3h40.

Familiares e amigos deixam flores em frente a Boate Kiss, palco da tragédia que deixou mais de 230 pessoas mortas
Familiares e amigos deixam flores em frente a Boate Kiss, palco da tragédia que deixou mais de 230 pessoas mortas
Foto: Fernando Borges / Terra

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Cerca de 25 pessoas se reuniram em frente à Associação Italiana de Santa Maria, onde acontecia uma celebração "como uma festa de formatura", de acordo com a Brigada Militar. A comemoração- com música alta - teria irritado parentes e amigos das vítimas, que entenderam a festa como um desrespeito ao luto oficial de 30 dias em vigor na cidade.

"A festa gerou uma certa animosidade porque as pessoas estão sensibilizadas. Foi tudo administrado dentro da conversa, da boa relação", garantiu o major Paulo Antônio Flores Oliveira, comandante interino do 1º Regimento de Polícia Montada (RPMon).

A polícia entendeu que não havia infração e chegou a um consenso com os participantes. A festa foi encerrada por volta das 5h, depois de serem checados os alvarás de funcionamento da casa, que passou ainda por uma fiscalização do Corpo de Bombeiros. A vistoria não detectou qualquer irregularidade, de acordo com a BM.

INCÊNDIO EM SANTA MARIA

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Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Sphor, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffman, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

Fonte: Terra
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