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Tarcísio chama greve da CPTM de 'baderna' e defende privatização

Governador de SP alega que paralisação é 'política' e disse que 'iniciativa privada moderniza o sistema'. No final de julho, gestão estadual mandou a CPTM reassumir linhas concedidas após falha a operação da Trivia Trens

4 ago 2026 - 12h12
(atualizado às 12h26)
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou a greve dos funcionários da CPTM como "baderna" e alegou que o mote é apenas político. Em postagem nas redes sociais, ele ainda defendeu a privatização.

"A aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo, que esteve e seguirá aberto ao diálogo. Uma concessão é feita para melhorar os serviços, eliminar problemas de via permanente, trazer trens novos, garantir estações mais acessíveis, eliminar falhas na via aérea de alimentação e nas subestações, estender as linhas até Bonsucesso ou até César de Souza e dar mais confiança ao sistema."

"A greve de hoje é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem, que já não suportam mais ver justamente aqueles políticos que dizem defender os seus interesses atuando para ferir seu direito de ir e vir."

A declaração ocorre após o próprio governador considerar inaceitáveis as falhas que ocorreram na operação das linhas que tinham sido repassadas à concessionária Trivia Trens.

Por conta dos inúmeros problemas, a Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM) voltou a operar as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e o Serviço Expresso Aeroporto por um período inicial de até 90 dias. A decisão foi tomada pelo governo estadual e pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) no final de julho.

Na ocasião, Tarcísio chegou a ameaçar romper o contrato de concessão caso a concessionária não cumpra os termos do acordo.

Uma falha elétrica e um incêndio em um vagão da linha 12 causaram grandes transtornos para os passageiros dos três ramais no dia 23 de julho.

O que pedem os grevistas

Os funcionários reivindicam a reestatização das três linhas, que foram concedidas à iniciativa privada, além da garantia de que os trabalhadores não serão demitidos após os ramais passarem a ser de responsabilidade da concessionária TriviaTrens.

De acordo com os grevistas, 2.300 pessoas correm o risco de perder o emprego caso os trabalhadores da companhia não sejam reabsorvidos quando as atividades voltarem a ser controladas pela TriviaTrens.

Os funcionários têm defendido o Projeto de Lei 730/2025, do deputado federal Guilherme Cortez (PSOL), que autoriza justamente a absorção dos trabalhadores da CPTM das Linhas 11 - Coral, 12 - Safira e 13 - Jade por órgãos ou entidades da Administração Pública direta ou indireta do Estado, após o serviço passar a ser feito por empresa privada.

Estadão
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