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Governo diz que sindicato descumpriu número mínimo de funcionários durante greve dos trens em SP

Multa diária é de R$ 400 mil ao sindicato em caso de descumprimento das medidas impostas pelo TRT

4 ago 2026 - 11h18
(atualizado às 11h46)
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Estação Brás da CPTM nesta terça-feira, 4, durante greve dos ferroviários
Estação Brás da CPTM nesta terça-feira, 4, durante greve dos ferroviários
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

O Governo do Estado de São Paulo afirma que o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil descumpriu a determinação judicial e que opera abaixo do efetivo mínimo no horário de pico. Os funcionários de três ramais da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) entraram em greve nesta terça-feira, 4, cobrando a reestatização da operação dos trens, ou a garantia de emprego após a privatização das linhas 11, 12 e 13.

O governo de SP tenta reduzir o impacto da greve com um plano de contingência para as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade de trens. Porém, o Estado diz que o número de funcionários está abaixo do percentual determinado pela Justiça para que a greve possa acontecer.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que a operação nas três linhas ocupasse pelo menos 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.

O Terra procurou o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil para um posicionamento, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

Em nota, o governo reiterou que lamenta a continuidade da greve e disse que a paralisação compromete o deslocamento de milhares de trabalhadores, estudantes e demais passageiros que dependem diariamente do sistema ferroviário. As negociações seguem com objetivo de finalizar a greve.

Como estão as linhas da CPTM

A greve dos ferroviários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) provoca transtornos para milhares de passageiros em São Paulo nesta terça-feira, 4. Enquanto as linhas 11 e 12 operam parcialmente, a linha 13-Jade, que faz a ligação com o Aeroporto Internacional de Guarulhos, permanece paralisada.

Com a interrupção parcial do serviço, o Governo de São Paulo colocou em prática um plano de contingência para reduzir os impactos da paralisação. Entre as medidas estão o reforço da operação do Metrô e das concessionárias, a disponibilização de ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), o aumento da frota de linhas intermunicipais e o reforço do policiamento nas estações e vias de maior circulação. A Prefeitura de São Paulo também suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta terça

  • A Linha 11-Coral opera parcialmente entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases, com circulação interrompida no trecho entre Guaianases e Estudantes;
  • Já a Linha 12-Safira funciona entre Brás e Engenheiro Goulart, permanecendo interrompida entre Engenheiro Goulart e Calmon Viana;
  • A Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto continuam sem operação;
  • As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa seguem funcionando normalmente, assim como todas as linhas do Metrô e as operadas por concessionárias.

Para atender ao aumento da demanda, o Metrô antecipou a abertura das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h. A Linha 3-Vermelha recebeu composições extras, enquanto equipes operacionais foram reforçadas em estações como Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda. O sistema também poderá enviar trens vazios para plataformas com maior concentração de passageiros.

As concessionárias das linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda também reforçaram equipes de atendimento, segurança e monitoramento da operação. A TIC Trens informou que opera a Linha 7-Rubi com frota máxima nos horários de pico e monitora a demanda para ampliar a oferta, caso necessário.

Fonte: Portal Terra
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