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Greve dos ferroviários em SP: Funcionários pedem volta das linhas 11, 12 e 13 para CPTM ou emprego garantido

Governo do Estado diz que paralisação não contribui para negociação e efeito será prejudicar trabalhadores

4 ago 2026 - 09h21
(atualizado às 09h45)
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Estação Brás da CPTM nesta terça-feira, 4, durante greve dos ferroviários
Estação Brás da CPTM nesta terça-feira, 4, durante greve dos ferroviários
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

A greve dos funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), iniciada nesta terça-feira, 4, tem como principal motivação a incerteza sobre o futuro dos trabalhadores após a concessão dos três ramais à iniciativa privada. Os ferroviários afirmam que o governo estadual ainda não apresentou uma garantia formal de manutenção dos empregos quando a operação voltar a ser assumida pela concessionária Trivia Trens.

Além da preservação dos postos de trabalho, a categoria também defende a reversão da concessão das linhas e cobra apoio do governo ao Projeto de Lei (PL) nº 730/2025, que prevê a absorção dos empregados da CPTM por órgãos da administração pública estadual após a transferência definitiva da operação para a iniciativa privada.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB), que representa cerca de 4.700 empregados da CPTM, apenas uma pequena parcela dos funcionários foi incorporada pela Trivia Trens.

O sindicato afirma que aproximadamente 11% dos trabalhadores das linhas concedidas foram contratados pela concessionária, enquanto os demais permanecem sem definição sobre o futuro profissional. A CPTM também conduz um Programa de Demissão Incentivada (PDI) como parte da reestruturação da companhia.

A Trivia Trens informou que conta atualmente com cerca de 2.400 colaboradores, dos quais 2.100 atuam diretamente na operação e na manutenção das linhas. Desse total, aproximadamente 230 são ex-funcionários da CPTM. A empresa afirma ainda que os demais profissionais passaram por mais de 1.300 horas de treinamento teórico e prático antes de assumir as atividades.

Conforme o sindicato, a paralisação foi mantida porque a reunião realizada na segunda-feira, 3, com representantes do governo estadual não resultou em um compromisso formal para garantir a manutenção dos empregos. Segundo a entidade, a greve é uma forma de pressionar o Estado a apresentar uma solução definitiva para os trabalhadores afetados pela concessão.

Já o governo de São Paulo afirma que apresentou propostas para preservar os postos de trabalho, incluindo a possibilidade de absorção de empregados por outros órgãos estaduais, a discussão sobre a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a inclusão dos ferroviários no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).

Em nota, o Estado classificou a paralisação como prejudicial à população e afirmou que a greve "não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário".

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Fonte: Portal Terra
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