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SP: em manifestação, professores do Estado decidem por greve

Categoria se juntou em manifestação às centrais sindicais que fazem ato em apoio à Petrobras

13 mar 2015
17h17
atualizado em 14/3/2015 às 13h33
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Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram nesta sexta-feira (13) entrar em greve por tempo indeterminado, reivindicando mais empregos, melhores salários e condições de trabalho, além de abastecimento de água para toda a população. A decisão ocorreu em assembleia no Masp, na Avenida Paulista. Segundo a Polícia Militar (PM), três mil professores se reuniam no local. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) fala em 10 mil.

<p>Protesto das centrais sindicais se juntou ao dos professores</p>
Protesto das centrais sindicais se juntou ao dos professores
Foto: Cristiano Souza / vc repórter

Os profissionais pedem aumento de 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior. Eles também dizem que a jornada do Piso Nacional dos Professores não é aplicada no Estado.

A Secretaria de Educação do Estado se manifestou por meio de nota: "apesar de considerar legítimo o direito à manifestação, tem compromisso com a qualidade do ensino. Por isso, orienta que todos os estudantes da rede estadual compareçam normalmente às escolas na segunda-feira. A Pasta acredita que a decisão de um dos sindicatos de professores, a Apeoesp, não representa os mais de 230 mil professores da rede, que devem comparecer às aulas, de maneira costumeira".

O governo de SP também se manifestou por meio de nota e classificou o movimento como "essencialmente político-partidário". "O governo do Estado de São Paulo lamenta a decretação de uma greve na Educação decidida por um pequeno número de pessoas, nem todas professores, em meio a uma manifestação de cunho partidário e sem que tenha havido qualquer iniciativa de diálogo -- o que caracteriza esse movimento como essencialmente político-partidário", anunciou.

A manifestação
Os professores se juntaram aos integrantes da CUT, CTB e MST que partiram da frente da Petrobras, também na Avenida Paulista, em manifestação de apoio à estatal. De acordo com a PM, eles somam 5 mil. As Centrais sindicais falam em 50 mil.

Quando os manifestantes dos movimentos sociais partiram em caminhada, por volta das 16h, começou uma chuva, que, no entanto, não dispersou os participantes. O comerciantes baixaram as portas das lojas na região dos protestos.

Pela Paulista, os manifestantes ligados às centrais sindicais pedem antes de cada pronunciamento: "Senta a pua nessa direita reacionária".

Outro alvo dos manifestantes são os veículos de comunicação, chamados a todo instante de "mídia golpista". "Eles querem esquartejar e vender a Petrobras! Não admitimos o golpismo", gritou um dirigente do PCdoB, partido da base aliada de Dilma.

A passeata seguiu até a Praça da República, na região central de São Paulo, onde foi encerrada.

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Fonte: Terra
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