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Samarco voltou à mira do MPF após desastre em Brumadinho

Empresa era dona de barragem que rompeu em Mariana, em 2015; Procuradoria abriu novo inquérito contra a mineradora

26 fev 2019 - 09h00
(atualizado às 11h06)
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Antes mesmo de ter suas consequências completamente apreendidas, o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) fez o Ministério Público Federal (MPF) voltar seus olhos a uma empresa já conhecida do noticiário dos desastres ambientais e humanos.

Em 28 de janeiro, três dias após a mais recente tragédia, o MPF abriu novo inquérito para investigar estruturas da Samarco. A mineradora era dona da barragem de Fundão, que colapsou em Mariana (MG) no final de 2015.

Brumadinho - Barragem da Vale era considerada de baixo risco. 
Brumadinho - Barragem da Vale era considerada de baixo risco.
Foto: Corpo de Bombeiros de MG/Divulgação / Estadão Conteúdo

A enxurrada de rejeitos de minério de ferro enterrou parte do distrito de Bento Rodrigues, matou 19 pessoas e causou danos incalculáveis à natureza em torno do Rio Doce e sua foz, no Espírito Santo.

A empresa tem dívida bilionária decorrente do desastre em Mariana.

Na nova investigação do Ministério Público, estão na mira nove estruturas em Mariana e três em Rio Doce, outra cidade mineira.

São barragens, diques e até uma hidrelétrica, a unidade de Candonga. Localizada no Rio Doce, a usina acabou servindo de contenção para a lama derramada de Fundão. Não é propriedade da Samarco, mas está diretamente ligada à tragédia de Mariana.

Duas barragens pertencentes à mineradora Samarco se romperam no distrito de Bento Rodrigues, zona rural a 23 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais, e inundaram a região com lama, rejeitos sólidos e água usados no processo de mineração
Duas barragens pertencentes à mineradora Samarco se romperam no distrito de Bento Rodrigues, zona rural a 23 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais, e inundaram a região com lama, rejeitos sólidos e água usados no processo de mineração
Foto: Cristiane Mattos / Futura Press

Segundo o MPF, Candonga segura até hoje nove milhões de metros cúbicos de rejeitos da tragédia de Mariana. Sua represa ficou assoreada, comprometendo a geração de energia.

O procurador da República Gustavo Henrique Oliveira, da Procuradoria em Viçosa, quer saber o estado das construções.

Segundo ele, ainda que esteja havendo monitoramento por empresa especializada e outros órgãos, “a Procuradoria da República em Viçosa, diante dos recentes e lamentáveis acontecimentos de 25/01/2019, vislumbra a necessidade de acompanhamento concomitante desta unidade ministerial das estruturas remanescentes da Samarco”.

O procurador determinou que a Samarco preste informações atualizadas sobre as condições das construções. Também quer cópia dos planos de segurança, dos últimos relatórios de inspeção e da declaração de estabilidade, entre outros documentos.

A Agência Nacional de Mineração (ANM) também foi interpelada pelo MPF. Deve enviar informações e documentos similares.

Ao Terra, a Samarco afirmou que as estruturas estão estáveis. Também disse já ter enviado à Procuradoria as informações e documentos requeridos. "Relatórios sobre as condições dessas estrtururas são remetidos periodicamente aos órgãos competentes".

Segundo a nota enviada à reportagem, o centro de monitoramento da empresa foi aperfeiçoado "com base nos aprendizados obtidos após o rompimento da barragem de Fundão". A Samarco afirma estar à disposição do MPF.

Procurada, a ANM não respondeu.

No desastre em Brumadinho, que motivou o novo inquérito do MPF, ao menos 179 mortos já foram identificados. Um mês depois do rompimento, ainda há 131 desaparecidos. A localização de cadáveres sob a lama, a esta altura, beira o impossível.

Dona da barragem rompida em janeiro, a Vale já havia tido o nome envolvido na tragédia anterior. A Samarco, responsável pela estrutura de Mariana, é controlada por Vale e BHP Billiton, outra gigante da mineração mundial.

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Fonte: Redação Terra
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