RJ: terreno onde estavam vigas roubadas não contava com segurança
Presidente da concessionária Porto Novo, José Renato Ponte, afirmou que a empresa subestimou a capacidade dos ladrões
Uma área totalmente desprotegida, com cinco vigas e meia que poderiam valer cerca de R$ 1 milhão e servirem como sustentação para outras áreas da cidade, como a reforma do Elevado do Joá, que liga o bairro de São Conrado, na zona sul, a Barra da Tijuca, na zona oeste, e é exigência do Comitê Olímpico Internacional (COI) tendo em vista os Jogos Olímpicos de 2016.
Foi desta forma que o presidente da concessionária Porto Novo, José Renato Ponte, explicou o sumiço das estruturas pertencentes ao viaduto da Perimetral, no centro do Rio de Janeiro, que passa por um processo de demolição dentro do cronograma de revitalização da região portuária da capital fluminense.
De acordo com Ponte, a concessionária se mostrou tão surpresa quanto o prefeito Eduardo Paes (PMDB), que, ao tomar conhecimento do fato, na última quarta-feira, classificou o episódio como "inacreditável".
"Foi um furto. Um roubo. É caso de polícia. Estamos tão surpreendidos como qualquer outra pessoa do ladrão ir roubar isso. Nós subestimamos a capacidade do ladrão de fazer isso e não tínhamos segurança. Isso não vai acontecer de novo", afirmou, em coletiva de imprensa para detalhar intervenções no trânsito da região.
De acordo com o presidente da Porto Novo, a área onde as vigas foram posicionadas, após serem retiradas do viaduto, "não pertence à concessionária", sem se eximir, no entanto, da responsabilidade da empresa pelo roubo ocorrido. “Nós achávamos que não precisava ter um guarda lá. É uma responsabilidade conjunta nossa e da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cedurp)", declarou.
A Cedurp enviou ofício para a chefia de Polícia Civil do Estado, na noite da última quarta-feira, dando maiores detalhes sobre a área e as próprias estruturas. A Delegacia de Roubos e Furtos, responsável pelo caso, já fez solicitação ao Centro de Operações da prefeitura a fim de obter imagens que possam identificar os autores do roubo e de que forma ele teria sido feito.
"As câmeras da avenida Brasil serão utilizadas", apontou o presidente da Porto Novo. "O furto não foi ontem, mas a polícia só foi avisada ontem. Aquela área não pertence à concessionária. Um bem público não pode ser roubado e todas as providências serão tomadas. Depois que o roubo for apurado, nós nos posicionaremos", completou.