Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

RJ: 3 meses após invasão de quartel, bombeiros fazem protesto

30 ago 2011 - 10h07
(atualizado às 10h12)
Compartilhar

Cerca de três meses após bombeiros do Rio de Janeiro invadirem o quartel do Comando-Geral da corporação, a categoria planeja fazer nova manifestação nesta terça-feira, às 16h, nas escadarias da Assembleia Legislativa (Alerj). Para a convocação do ato, bombeiros de todo o Estado produziram mais de 20 vídeos de mobilização, que estão publicados no site do movimento (www.sosbombeiros.com).

Bombeiros reivindicam melhores salários desde abril
Bombeiros reivindicam melhores salários desde abril
Foto: Luiz Gomes / Futura Press

As reivindicações permanecem as mesmas desde abril: piso salarial de R$ 2 mil líquidos, fim das gratificações e auxílio transporte em valor que atenda à real necessidade de deslocamento e para todos os militares.

Os organizadores do movimento ressaltam que o ato terá a participação dos bombeiros militares de folga, sem comprometimento de qualquer atividade. Os bombeiros de serviço se dirigirão à Alerj após a escala, que geralmente encerra depois das 17h.

Bombeiros na cadeia

Cerca de 2 mil bombeiros que protestavam por melhores salários invadiram o quartel do Comando-Geral da corporação, na praça da República, em 3 de junho. Os manifestantes chegaram a usar mulheres como escudo humano para impedir a entrada da cavalaria da Polícia Militar no local. No entanto, o Batalhão de Choque da PM (Bope) invadiu o quartel por volta das 6h do dia seguinte e prendeu 429 bombeiros e dois PMs.

Após os manifestantes acamparem em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi concedido habeas-corpus aos detidos e os bombeiros começaram foram libertados em 11 de junho. No dia 13, a Justiça aceitou denúncia do Ministério Público e tornou réus os 431 militares por motim, dano em material ou aparelhamento de guerra, dano em aparelhos e instalações de aviação e navais e em estabelecimentos militares. No entando, devido à repercussão dos baixos salários da categoria, tanto a Assembleia do Rio quanto o Congresso Nacional receberam projetos para que eles fossem anistiados de punições criminais e administrativas.

A situação dos bombeiros no Rio vinha se tornando mais tensa desde maio, quando uma greve de guarda-vidas, que durou 17 dias, levou cinco militares à prisão. A paralisação acabou sendo encerrada por determinação da Justiça. Segundo eles, os profissionais recebem cerca de R$ 950 por mês.

Jornal do Brasil Jornal do Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra