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Quatro empresas disputam reforma do Viaduto do Chá e instalação de bonde no centro; veja quais

Consórcios ofereceram descontos de até R$ 11 milhões em licitação que inclui a revitalização da Praça do Patriarca e do calçadão do Theatro Municipal

13 abr 2026 - 18h27
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A Prefeitura de São Paulo recebeu nesta segunda-feira, 13, quatro propostas na licitação para a reforma do Viaduto do Chá, no centro da capital. O projeto inclui a construção de um bonde histórico turístico em frente ao Shopping Light.

A previsão é que as obras comecem em agosto e durem dois anos. O contrato também prevê a revitalização da Praça do Patriarca e dos calçadões no entorno do Theatro Municipal.

A gestão Ricardo Nunes (MDB) havia calculado investimento de R$ 75,5 milhões no projeto. A empresa que apresentar o maior desconto sobre o valor será a vencedora da licitação. Veja as propostas apresentadas:

  • Consórcio Eixo Cultural São Paulo (formado pelas empresas Paulista Obras e Pavimentação Ltda., Amazônia Ambiental - Conservação, Serviços e Construções Ltda., Venezian Maven Engenharia Ltda., PCS Obras e Locações Ltda. e Sanejets Engenharia Civil e Saneamento Ltda.): R$ 63.888.876,24
  • Consórcio Novo Centro (formado por Construtora e Incorporadora Squadro Ltda., Construtora LDN Ltda. e Vision GS Serviços Ltda.): R$ 68.891.040,26
  • Consórcio Novo Viaduto do Chá (formado por Concrejato Serviços Técnicos de Engenharia S.A., M4 Construções Ltda. e Enpasa Engenharia Pavimentação e Saneamento Ltda.): R$ 71.395.894,64
  • Lemam Construções e Comércio S.A.: R$ 72.882.208,84

O consórcio Eixo Cultural São Paulo apresentou o maior desconto — mais de R$ 11 milhões a menos do que o valor calculado pela Prefeitura.

O vencedor, porém, não foi anunciado. A documentação das concorrentes ainda será analisada para, só depois, o resultado ser divulgado. Segundo a gestão, a medida é necessária para verificar o atendimento às exigências previstas no edital.

Na sequência, ainda haverá prazo de cinco dias para recurso das perdedoras, antes de o contrato ser assinado.

Bondinho no centro

Em referência aos antigos transportes elétricos de São Paulo, a ideia é que o bondinho funcione como ponto turístico e central de informações.

Na primeira metade do século 20, uma das principais linhas de bonde da cidade passava pelo Viaduto do Chá. O uso do modal se estendeu até 1968.

Outro motivo para a escolha do local é o Shopping Light. O Edifício Alexandre Mackenzie, inaugurado em 1929, era o endereço da The São Paulo Tramway, Light and Power — mais conhecida apenas como Light. A companhia foi responsável pela implantação dos bondes elétricos na cidade, em 1900.

Em frente ao bondinho, também será feito um recuo na calçada, para o embarque e desembarque de passageiros de táxi, transporte por aplicativo e afins, a exemplo do que já existe na entrada da sede da Prefeitura. O calçamento daquele entorno passará por uma alteração, do mosaico português para o granito, com as mesmas cores atuais.

Projeto da Prefeitura trocaria banca de jornal por bonde histórico, em frente a uma das entradas do Shopping Light.
Projeto da Prefeitura trocaria banca de jornal por bonde histórico, em frente a uma das entradas do Shopping Light.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

Viaduto vai perder pedras portuguesas

A reforma do Viaduto do Chá prevê a substituição completa do piso de pedra portuguesa das calçadas por granito. A Prefeitura argumenta que a medida é uma forma de garantir acessibilidade e facilitar a locomoção para pessoas com dificuldade de mobilidade — que, por vezes, tropeçam nas pedras.

O local passará por obras de recuperação da estrutura do viaduto e correções de pontos com infiltração. O guarda-corpo será restaurado e uma nova base da Guarda Civil Metropolitana também será instalada no entorno.

As pedras portuguesas serão restauradas, mas mantidas na Praça do Patriarca. O espaço deve receber de volta a estátua de José Bonifácio e ganhar quatro novas árvores. O piso do entorno do Theatro Municipal também será requalificado.

O contrato inclui ainda a instalação de um gradil retrátil na marquise da Praça do Patriarca — projetada por Paulo Mendes da Rocha, um dos dois únicos brasileiros vencedores do Prêmio Pritzker, o "Nobel" da arquitetura. A gestão Nunes afirma que o objetivo é resguardar a estrutura, "que hoje está deteriorada e subutilizada".

Estadão
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