Quadrilha especializada em assaltos do 'novo cangaço' é alvo de operação da PF no interior de SP
Suspeitos teriam ligação com ataque a banco e quartel da PM, em abril, na cidade mineira de Guaxupé
A Polícia Federal desencadeou nesta quinta-feira, 24, uma operação contra uma quadrilha especializada em ataques a bancos com táticas conhecidas como 'novo cangaço' e 'domínio de cidades'. Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Campinas, Sumaré e Hortolândia, no interior de São Paulo.
Conforme a PF, os alvos são suspeitos de envolvimento no ataque a banco em Guaxupé, em Minas Gerais, em abril deste ano. Ainda segundo a PF, a Operação Fênix a quadrilha utiliza explosivos e táticas militares para violar agências bancárias.
Na cidade mineira, ao menos 15 criminosos agiram na madrugada do dia 8 de abril, atacando simultaneamente uma agência bancária e o quartel da Polícia Militar. Os moradores foram acordados pelo barulho das explosões e disparos de fuzil. O quartel da PM teve os vidros estilhaçados e as paredes perfuradas pelas balas. A sede da Guarda Municipal também foi atacada. Na agência, os criminosos usaram dinamite para explodir o cofre - eles teriam levado mais de R$ 2 milhões.
Na operação desta quarta, a PF fez buscas em residências e prédios comerciais das três cidades. Foram apreendidos celulares, computadores e documentos. O material será analisado para dar sequência à investigação. São apurados os crimes de organização criminosa, roubo majorado e uso de explosivos. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Passos (MG). A operação tem apoio da Polícia Militar paulista.
Dois presos
Em abril deste ano, um suspeito de participar dos ataques em Guaxupé foi preso em Campinas, em operação conjunta entre as polícias militares de São Paulo e Minas Gerais. No carro dele foram encontrados itens utilizados nesse tipo de assalto, como balaclavas (gorro que cobre a cabeça e o pescoço), roupas escuras, cordas, placas de carros e luvas.
Outro suspeito foi preso em Ribeirão Preto, com diversos comprovantes de depósitos bancários, supostamente do dinheiro roubado. Com ele foi apreendido um fuzil.
Os suspeitos não tiveram os nomes divulgados, o que impossibilitou o contato com suas defesas.